LANÇAMENTO

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Local: CE AMOR E CARIDADE
Rua Sete de Setembro, 8-30 - Bauru/SP

A guerra e o evangelho

Texto extraído do livro "Memórias do Holocausto", escrito por Arlindo Rodrigues, inspirado pelo Espírito Rudolf, com reflexões de Wellington Balbo



Uma nação próspera, economia forte, povo confiante...

No século XIX o Paraguai despontava como uma das potências econômicas da América do Sul e desenvolvia-se a todo vapor demonstrando sua força na região. Todavia, algo barrou a expansão paraguaia e podemos afirmar que não foram medidas econômicas que frearam seu crescimento, tampouco corrupção de seus governantes. Afirmamos ainda que a globalização não tem culpa nessa história, mesmo porque naquela época ela inexistia. Aliás, a globalização vem sendo responsabilizada injustamente por uma série de coisas. Países tomam atitudes econômicas equivocadas e depois depositam o ônus na tal da globalização. Naturalmente que ela – a globalização – impõe interação entre os mercados e, conseqüentemente, uma recaída aqui influencia e muito a economia acolá, no entanto, há alguns exageros próprios da natureza humana.

Mas o motivo da decadência paraguaia foi bem outro, muito mais triste do que alta de juros, inflação ou queda do dólar. O declínio paraguaio veio por intermédio do ódio, da intransigência e intolerância caracterizadas pelo desrespeito à soberania de uma nação. Refiro-me, caro leitor, a Guerra do Paraguai (1864-1870), envolvendo Brasil, Argentina e Uruguai que uniram forças para combater o Paraguai. A historiografia da guerra contém várias versões. A historiografia tradicional conta que o presidente paraguaio Francisco Solano López era um sujeito obcecado pelo poder, intentava transformar o Paraguai na grande potência da América do Sul, por isso conduziu o país na busca por territórios que o fizessem mais rico e poderoso, acabou por precipitar-se o em confronto sem precedentes dizimando grande parte da população ativamente econômica, transformando então o Paraguai em um dos países mais atrasados da América do Sul. No entanto a corrente da historiografia revisionista, que ganhou força nos anos 1960 traz novos motivos para o desencadeamento da guerra, mostrando Solano López como um líder visionário e socialista que intentava manter o Paraguai longe da guante das influências imperialistas estrangeiras. Eis então que na história entra a Grã Bretanha, que temerosa em ver uma autonomia paraguaia ordena para que Brasil, Argentina e Uruguai acabem com as pretensões de Solano López. Nota-se, pois, que tanto uma como outra versão da guerra traz argumentos simplistas para o conflito, idéia esta corroborada pela historiografia moderna que considera ambos os argumentos sem consistência sólida. Diz a historiografia moderna que a guerra ocorreu por motivos geopolíticos e econômicos da região, envolvendo duas culturas diferentes: espanhola e portuguesa. Bem, caro leitor, podemos tranquilamente afirmar que nenhuma das historiografias desta guerra interpreta com exatidão os motivos que levaram a dizimação de grande parte da população paraguaia, além de argentina, uruguaia e brasileira. O Brasil, por exemplo, teve perda significativa: enviou 150 mil soldados à guerra e 50 mil não voltam às suas famílias. Nenhum fator, seja ele político, econômico, social ou geográfico justifica a guerra entre nações, pois estas deveriam comportar-se como irmãs, estabelecendo laços de amizade e real cooperação para o crescimento de toda a região. Se Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai fossem dirigidos por pessoas comprometidas de fato com o bem estar da coletividade esta guerra, que causou tantos estragos, jamais teria ocorrido. Engraçado é que nos bancos escolares o assunto é analisado apenas superficialmente atendendo às conveniências. Em realidade o malfadado massacre ao Paraguai teria que ter um estudo muito mais complexo e amplo, deveria ser debatido com imparcialidade e coerência, possibilitando ao estudante analisar os fatos que acarretaram à lamentável guerra, pois assim ele – o estudante – perceberia a inutilidade desses conflitos, e veria que nada justifica o massacre à vida humana.

Mas são interessantes os fatos narrados pela história, logo após a Guerra do Paraguai lá estava novamente o Brasil participando da Primeira Guerra Mundial e mais adiante enviando seus bravos soldados para a Segunda Guerra Mundial. Pode-se dizer que durante algum tempo fomos um país guerreiro e apreciadores de um confronto. Ainda bem que gradativamente essa mentalidade brasileira vem modificando-se a ponto de sermos considerados um país solidário e fraterno. Tomara mesmo possamos copiar o título do livro de Humberto de Campos psicografado pelo notável Chico Xavier tornando-nos “Coração do Mundo e Pátria do Evangelho”.

Aliás, o evangelho merece capítulo à parte: se os líderes de outrora procurassem as sublimes lições de Jesus para reflexão certamente amoleceriam o coração e abrandariam os sentimentos. Não se envolveriam com conflitos e primariam pela cordialidade e amizade nas relações entre os países. Entenderiam que todos fazemos parte da família humana. Podemos hoje nascer em solo brasileiro e amanhã estar cantando o hino argentino, são os imperativos da reencarnação mostrando-nos que somos espíritos imortais e não pertencemos a essa ou aquela pátria. Essa realidade por si só elimina todo e qualquer caráter belicoso em relação a outros países, plantando, pois, gradativamente em nosso coração o amor por todas as nações existentes neste planeta Terra, extinguindo a guerra e alimentando a concórdia.

Sintonia e companhia

Lembro-me que certa vez em que participava de programa de rádio, uma ouvinte perguntou:

— Por que só atraio para minha vida homens mentirosos e aproveitadores? Será que todos os homens são iguais? Será que todos são inescrupulosos, com pensamentos mesquinhos e palavras chulas? Quando serei feliz? Como me livrar desses homens?

Respondendo a pergunta da ouvinte, obviamente que todos os homens não são iguais, afinal, são Espíritos, portanto, individualidades com significativas diferenças.

Algumas mulheres poderão discordar, afirmando que os homens são todos iguais, só mudam de endereço.

A você, cara leitora, posso pedir mais compreensão com nós, homens. Estamos ainda aprendendo...

Bem, brincadeiras à parte, falemos um pouco sobre a questão da sintonia para responder à ouvinte.

Nossos pensamentos e palavras têm poderes extraordinários, somos um imã que atrai semelhantes pela força de nossa vibração.

Poucos, porém, se dão conta disso e são totalmente indisciplinados na questão concernente aos pensamentos, palavras e atitudes.

Por isso existem pessoas que só atraem para sua vida gente de má índole, comprometida com a mentira e o vício. É que elas estão também nesse rol de pensamentos, vivem nessa atmosfera, natural que atraiam para suas vidas pessoas com propósitos semelhantes aos seus.

O inverso é verdadeiro, por isso há gente que atrai à sua vida pessoas carinhosas, amigas, sinceras. É que estão sintonizadas com o bem, com objetivos que visam o progresso coletivo e individual.

Óbvio que para todas as regras existem exceções, não devemos, portanto, levar tudo ao pé da letra, cada caso é um caso.

Aprofundando um pouco mais as reflexões sobre o tema sintonia, percebemos que o assunto expande-se para além do mundo físico.

A realidade é que somos observados por uma nuvem de testemunhas que acompanham nossa trajetória e unem-se a nós de conformidade com nossas vontades e tendências.

Essas nuvens de testemunhas podemos chamar de Espíritos, que, em verdade, são as almas dos homens que viveram aqui na Terra.

Nada de sobrenatural nisto, porquanto todos somos Espíritos, concordando ou não, todos somos Espíritos. E quando deixamos o corpo físico pelo fenômeno biológico denominado morte, voltamos à pátria espiritual. Enfim, estamos desencarnados e voltamos a ser Espíritos desencarnados. Nada de espetaculoso, portanto, neste fato.

Mas, voltando ao assunto da sintonia, imperioso admitir: se somos dignos, íntegros e honestos trabalhadores do bem, Espíritos que se afinizam com nobres ideais estarão conosco, auxiliando-nos em nossas iniciativas.

Contudo, se alimentamos idéias viciosas e nefastas, são Espíritos desse mesmo quilate que estarão acompanhando-nos.

Pura questão de opção.

Portanto, não há como reclamar de nossas companhias, sejam encarnadas ou desencarnadas, já que elas vêm até nós porque nos inclinamos até elas, dando-lhes boas vindas por intermédio de pensamentos, palavras e atitudes.

Cuidemos, pois, de nossos pensamentos. Vigiemos nossas palavras e sejamos prudentes em nossas atitudes para que até nós venham Espíritos equilibrados e amigos, estejam eles encarnados ou não.

Pensemos nisto.



Wellington Balbo

Camisa regata, bermuda surfista e chinelo de dedo

O anfiteatro estava lotado, a platéia com impaciência aguardava para escutar a palavra daquele grande conferencista que percorria Brasil e exterior com seu verbo fácil, empolgando pessoas e oferecendo campo para a motivação de grandes empresas.

Suas palestras eram muito concorridas e, não raro, muita gente havia sido beneficiada pelo seu magnífico conhecimento. Gente, aliás, de todo o mundo: Paris, Estocolomo, Rio de Janeiro, Oslo...

Era um homem universal...

O mestre de cerimônias, enfim, anunciou sua presença, e quando ele adentrou o recinto, a platéia não pôde sufocar um “OOOHHHH”!

O grande conferencista se apresentava para aquele anfiteatro ávido para escutar suas palavras envolventes, trajado de camisa regata, bermuda surfista e chinelo de dedo.

Definitivamente quebrara o protocolo.

Espanto geral, misto de decepção e surpresa.

Algumas pessoas coçavam a cabeça, outras se retiravam decepcionadas com as roupas por ele usadas.

Cochichos no salão. Alguns comentavam sobre seu atrevimento, outros diziam estar ele com o desconfiômetro desligado. Outro, ainda, perguntavam-se o que um orador de seu gabarito fazia no auditório trajado de surfista.

Com um sorriso maroto de quem havia alcançado seus objetivos, o grande palestrante saudou a platéia e iniciou sua fala:

Meus amigos, superemos três tendências que nos limitam a visão clara e objetiva dos fatos:

— 1º Quebremos paradigmas, óbvio que obedecendo sempre o bom senso, entretanto, não podemos nos atar a modelos e deixar de dar asas a nossa capacidade de criar, de fugir do convencional, de ousar na estrada da vida, de ter novas idéias. Felizes daqueles que sabem ousar, pois da vida, de ter novas idéias, participam da vida sempre embalados por ideais e vontade de viver...

— 2º Vamos nos despir de todo e qualquer preconceito, pois eles nos colocam uma lente embaçada impedindo-nos de enxergar com clareza as coisas. Quem cultiva idéias preconcebidas da vida, do mundo e das pessoas, não se abre às novas perspectivas, porquanto, já esta com opinião formada e disposto a não mudar.

— 3º Lancemos nossos olhos além das aparências, quem deixou se impressionar pela maneira como estou trajado, certamente observou apenas a superfície e perdeu a essência de nosso bate papo desta noite. As aparências muitas vezes não correspondem com a realidade, portanto, procuremos sempre olhar “além do horizonte”.

Após hora e meia de apresentação, acenando para o público que o aplaudia em pé, nosso grande conferencista se despediu e foi embora com sua camisa regata, bermuda surfista e chinelo de dedo.


Wellington Balbo

Onde estão os fundamentos do Espiritismo?




Quando se inicia a aprendizagem em determinada área do conhecimento humano não se pode negligenciar as fontes que servirão como base para estudo.

Fontes verídicas, idôneas, corretas, proporcionarão ao estudante conhecimentos verídicos, idôneos e corretos da ciência que ele se propôs a pesquisar.

No entanto, o inverso é verdadeiro, ou seja, se as pesquisas desse estudante tiveram como base fontes equivocadas da ciência por ele estudada, fatalmente seu conhecimento será falho e suas idéias estarão em descompasso com a realidade.

Adaptando essa situação ao cotidiano do estudioso da Doutrina Espírita, percebe-se a importância da utilização de fontes confiáveis para que o estudo seja eficaz.

E no caso da Doutrina Espírita, forçoso admitir que sua base está explícita nos livros que compõem a codificação, assim descritos: O Livro dos Espíritos, O Livros dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e a Gênese, além dos exemplares da Revista Espírita.

Por isso é digno de registro o relançamento da campanha: Comece pelo começo, idealizada pela USE do Estado de São Paulo.

A campanha tem como meta principal despertar o interesse pelo estudo das obras da codificação espírita, pois elas trazem em si, indubitavelmente, os fundamentos pertinentes ao Espiritismo.

Todos os livros que vieram depois da codificação, inclusive os romances espíritas, tiveram como pedra angular as obras legadas pela Espiritualidade em trabalho desenvolvido por Allan Kardec. Não há, portanto, como ignorá-las.

Aliás, é digno de registro que a Espiritualidade utilizou uma técnica muito difundida no mundo empresarial contemporâneo para trazer as diretrizes espíritas a nós: Planejamento Estratégico.

Os empreendedores do Além sabiam que para o sucesso do Espiritismo era importante que estivesse à frente da tarefa alguém com facilidade e comunicação, ótima linguagem, senso de organização e capacidade em tratar assuntos complexos e profundos com a simplicidade dos grandes mestres.

Por isso, estrategicamente o planejamento foi elaborado para a figura de Allan Kardec.

Pedagogo de exímio conhecimento nos mais diversos campos do saber humano, Kardec absorveu as lições da Espiritualidade desdobrando-as em livros valorosos e capazes de descortinar novos horizontes à criatura humana.

Importante salientar que sua vasta cultura não foi impeditiva para que o Espiritismo surgisse como doutrina de fácil assimilação.

Sua linguagem é profunda na essência e simples na roupagem. Claro, objetivo, didático, as obras traçadas por suas mãos estão ao alcance das mais diferentes condições intelectuais da criatura humana.

Seus exemplos são compreensíveis e ilustram de maneira significativa situações do cotidiano das pessoas.

Ao pesquisar as obras básicas e os exemplares da Revista Espírita o leitor terá farto material para conhecer com mais profundidade a Doutrina dos Espíritos.

E, diante de todos os conhecimentos e informações contidos nos livros da codificação, vale a pena ressaltar a importância da campanha “Comece pelo começo”, como propõe a USE Estadual de São Paulo, incentivando-nos, pois, a estudar as obras legadas pela Espiritualidade e codificadas com exímia maestria pelo francês Allan Kardec, porquanto nelas estão contidos os fundamentos do Espiritismo.


Wellington Balbo

“Reencarnação”: mais novo livro de Orson Peter Carrara



Fui presenteado pelo amigo Orson Peter Carrara com seu novo livro “Reencarnação”.

Fruto das pesquisas do autor, “Reencarnação”, como não poderia deixar de ser, obedece ao seu estilo didático, claro e objetivo, tratando o palpitante tema com a devida seriedade que ele exige. E, por isso mesmo proporciona ao leitor não familiarizado com a temática reencarnacionista uma fácil assimilação dos mecanismos que a regem.

O leitor poderá constatar que diversas citações de estudiosos e pesquisadores do assunto reencarnação embasam e enriquecem as linhas traçadas pelo amigo de Matão. Outro ponto que chama a atenção da obra são as muitas sugestões de leitura, mostrando aos leitores como e onde aprofundar seus conhecimentos pertinentes a essa sublime Lei que nos propícia infindáveis oportunidades de recomeço.

Sim, porque a reencarnação é Lei da vida e todos nós, enquanto espíritos em evolução, estamos subordinados às suas diretrizes.

Aliás, oportuno destacar sempre que a Doutrina Espírita não inventou, nem descobriu, ou, tampouco inseriu a reencarnação no contexto da sociedade.

Em realidade, as culturas milenares dos muitos povos que construíram a história de nosso planeta já ensinavam que voltamos incontáveis vezes à carne.

A Doutrina Espírita apenas enuncia com a clareza ímpar de Allan Kardec a verdade da Reencarnação. Acrescento: ainda bem que estamos sujeitos a ela, pois se assim não fosse, faltar-nos-iam condições para explicar com coerência as imensas diferenças existentes em nosso mundo.

Por isso não poderia deixar de sugerir como fonte de leitura a mais nova obra escrita por Orson Peter Carrara, “Reencarnação”, publicado pela Mythos editora contendo 208 páginas.

E digo a você, leitor amigo, o meu exemplar após ser lido por mim já foi devidamente emprestado à uma amiga.

Se o dinheiro movimenta a economia os livros movimentam a cultura. Se o dinheiro deve girar, os livros também precisam seguir os mesmos passos, contribuindo assim para o enriquecimento de nosso espírito imortal.

Desejo a você, pois, uma boa leitura da obra “Reencarnação”. E, quando puder não deixe de emprestá-la para que outras pessoas tomem conhecimento das leis que organizam nosso mundo. A reencarnação é uma delas, com certeza!



Wellington Balbo