Trabalhavam juntos há anos, mas não se apreciavam, apenas suportavam um ao outro por causa dos imperativos da atividade profissional. O complicado é que dividiam um espaço pequeno, cerca de 4 metros quadrados. Passavam oito horas por dia em total mutismo, cada qual mergulhado em seu mundo íntimo sem se preocupar com o “colega”. Quando muito trocavam algumas breves palavras relativas às atividades da empresa, o contato de ambos, portanto, resumia-se ao famoso: bom dia, boa tarde e boa noite.
Certo dia, porém, por um desses “acasos da vida” um deles ficou sabendo que o outro era apaixonado por suco de milho. Movido por singular e rara simpatia presenteou o colega com jarra gelada de suco. O presenteado até estranhou, no começo, assustado pelo inesperado julgou que o colega “pudesse estar, inclusive, envenenando-o”. Notou que seus pensamentos raiavam o absurdo e experimentou o suco. Estava uma delícia. Agradeceu, e naquele dia depois de tantos anos respirando o nocivo ambiente da antipatia mútua o clima ficou, mesmo que timidamente, mais leve.
No outro dia, para retribuir a gentileza, o presenteado decidiu levar um bolo de chocolate. O outro adorou. A antipatia começou a diluir-se, as conversas, então, fluíram mais amenas, sem a carranca de antes. Descobriram que tinham afinidades, gostavam de rock e lasanha, eram casados com Claudias, apreciavam futebol e adoravam pescar.
Tornaram-se amigos, ou melhor, grandes amigos. A amizade estendeu-se às famílias e as confraternizações tornaram-se freqüentes.
No entanto, transcorridos alguns anos de amizade um deles caiu enfermo, necessitando de transplante de rim. O amigo, sensibilizado prontificou-se a ser doador. Feitos os exames e, por um desses “acasos da vida”, confirmou-se a compatibilidade. A operação foi um sucesso. Aquele que rompeu as barreiras da antipatia presenteando o “colega” com uma jarra de suco de milho, agora recebia da vida e do amigo uma bela recompensa que lhe restituiu a saúde: um rim para que pudesse prosseguir seu aprendizado nessa Terra escola.
Um gesto de simpatia tem poder arrebatador, é capaz de romper as fronteiras estreitas da antipatia, filha da má vontade. No entanto, muitas vezes comportamo-nos de maneira antipática com aqueles que trabalham conosco. Muitas pessoas passam mais tempo no ambiente profissional do que com a própria família, e se forem conviver com os colegas de trabalho de forma carrancuda e antipática fatalmente tornar-se-ão pessoas amargas, azedas, enfim, antipáticas. È a falta do cultivo da simpatia que faz muita gente estressar-se a culpar o trabalho ou os colegas pelos seus problemas. Uma pena. Ainda não aprenderam a assumir suas responsabilidades perante a vida, e por isso não conseguem oferecer a “jarra de milho ao companheiro”. A lei de sociedade mostra-nos a importância do contato social para nosso progresso como seres humanos. Atualmente, inclusive, as redes de contatos que estabelecemos através da simpatia não raro socorrem-nos nos momentos de dificuldade. No entanto, ainda há aqueles que não compreendem isso e, carrancudamente fazem questão de construir para si os muros da antipatia no ambiente de trabalho. Temem se misturar, por isso estão sempre às voltas com o mau humor ou a indiferença para com o colega. Antes de tudo é necessário aprender a oferecer ao colega que convive conosco o suco de milho, representado pela vontade de ajudar, porquanto, ao nos dispormos de braços abertos à amizade, certamente seremos retribuídos pela vida com delicioso bolo de chocolate, ou, quem sabe, algo ainda mais valioso, capaz de salvar-nos a vida.
Pensemos nisso.
Wellington Balbo
Pais intolerantes, filhos...

A intolerância é uma chaga social. Os sonhos de harmonia entre os homens batem de frente nos muros da intolerância erguidos pela inflexibilidade das pessoas. As guerras, por exemplo, são as filhas mais diletas da intolerância. Leia-se guerra também os embates domésticos, que frequentemente ocorrem avassalando lares. Há tempos é assim...
Na idade Média, época obscura em que a Europa ficou imersa na ignorância, a intolerância era ainda mais abundante. Aqueles que não compartilhassem dos mesmos pontos de vista dos poderosos eram perseguidos e mortos ou forçados a modificar suas opiniões e crenças religiosas. Já na Idade Moderna é ilustrativo o caso de Galileu Galilei. O cientista, ao confirmar que a Terra não era o centro do universo foi convidado em tribunal a desmentir. Galileu, a contragosto teve de renegar as suas idéias para que continuasse vivo. Outro exemplo de intolerância ocorreu com a Doutrina Espírita que nascia na Europa do século XIX. O auto de fé de Barcelona, em que foram queimados, em praça pública, 300 livros espíritas enviados por Allan Kardec ao livreiro Maurício Lachâtre, espelhou, também, de forma triste a intolerância de algumas pessoas.
Poucos se atentam, no entanto, de que as raízes da intolerância têm morada nos lares, na educação das crianças. Os pais, não raro exemplificam a intolerância aos seus filhos, transmitindo-a em suas atitudes. Pais intolerantes com os filhos, filhos intolerantes para com a vida e o semelhante. Digo isto por que presenciei triste cena em que os pais diziam ao filho não admitir, de forma alguma, seu namoro com jovem de outra religião. O jovem, obviamente não compreendeu a atitude dos pais, no entanto, em virtude da rígida educação foi forçado a acatar. Terminou o namoro por causa da religião, isso em pleno século XXI. Lamentável. Fico a pensar:
Será que este jovem será atingido pela intolerância dos pais? Será que irá copiá-la?
Pode ser que sim, pode ser que não. Porém, a família é nosso primeiro filtro de valores, é na família que aprendemos as primeiras noções de como viver em sociedade. Se os pais atuam na educação do filho transmitindo valores distorcidos, alimentando o preconceito e a intolerância, pode ser que esses jovens, espíritos em processo de educação, configurem em seu íntimo essas irrealidades como verdades absolutas.
O resultado não é difícil de prever: crescerão adultos preconceituosos e intolerantes, mimados e desacostumados a conviver com as diferenças. E, educados dessa forma, os diferentes serão encarados como inimigos ferrenhos. Ou seja, se não pensa conforme meus conceitos é meu oponente. Daí a busca pela eliminação de quem não lê na mesma cartilha. Alguns no emprego puxam o tapete, outros nas instituições boicotam as boas idéias, e assim caminha a humanidade...
Cabe, portanto, aos pais abrir a tela mental e despir-se de preconceitos e modelos mentais obsoletos, porquanto, se a intolerância outrora era justificada pela ignorância, hoje essa desculpa não faz mais sentido. A principal herança que deixamos aos filhos não é a monetária, mas, sim, a herança moral.
Pensemos nisso.
Wellington Balbo
Oração melhora o astral da cidade.
Um amigo em viagem de férias resolveu visitar a cidade de Aparecida, considerada por muitos católicos como a capital brasileira da Fé. Voltou encantado com o clima psíquico do local: leve, arejado, ameno, um autêntico porto seguro de paz e tranquilidade. Natural, afinal a cidade de Aparecida e seu ambiente sereno refletem a disposição pacífica de seus moradores e turistas que vão ao município com seus melhores sentimentos, dispostos a uma conexão com a Espiritualidade. O mestre nazareno já afirmava que onde estiver duas ou mais criaturas reunidas em seu nome ele lá estará. E como multidões deslocam-se de suas localidades em visita à citada cidade, é normal que o clima psíquico de Aparecida seja leve, tranqüilo, ameno... Lá está Jesus, representado por seus mensageiros.
Fácil, então, concluir que uma importante ferramenta para a construção da paz nas cidades é o cultivo da oração. Mais oração por parte de seus habitantes, menos violência. Mais oração, menos crimes. Mais oração, consequentemente mais paz e menos estardalhaço em torno do mal. Cidades violentas são reflexos de uma população invigilante, com a mente intoxicada por ideias calamitosas e o coração vazio de sentimentos nobres.
E a oração a envolver a cidade num clima psíquico mais leve pode começar no lar. O Espírito Emmanuel, pela psicografia de Chico Xavier, esclarece: “Não olvidemos, assim, os impositivos da aplicação com o Cristo, no santuário familiar, onde nos cabe o exemplo de paciência, compreensão, fraternidade, serviço, fé e bom ânimo, sob o reinado legítimo do amor, porque, estudando a Palavra do Céu em quatro Evangelhos, que constituem o Testamento da Luz, somos, cada um de nós, o quinto Evangelho inacabado, mas vivo e atuante, que estamos escrevendo com os próprios testemunhos, a fim de que a nossa vida seja uma revelação de Jesus, aberta ao olhar e à apreciação de todos, sem necessidade de utilizarmos muitas palavras na advertência ou na pregação.”.
Notável a mensagem do benfeitor espiritual. Soubéssemos realmente as implicações salutares da oração e do culto do Evangelho e não teríamos calamidades que assombram cidades, levando o pânico à população que, nem sequer toma nota de que as barbaridades sociais perpetradas são filhas de pensamentos tenebrosos levados às ultimas conseqüências pela invigilância das mentes humanas. Tivéssemos ciência do incessante intercâmbio entre os planos da vida tomaríamos mais cuidado e dividiríamos nossa existência em dois hemisférios: oração e trabalho. Porque, também, de nada adianta a oração sem trabalho. Todavia, aproveitando a ocasião que discorremos sobre a cidade de Aparecida, importante informar que para entrarmos em comunhão com o plano espiritual não precisamos estar em Aparecida, podemos fazê-lo em Londres, Bauru, São Paulo, enfim, onde estivermos. Os sentimentos quebram as barreiras geográficas, e bem o sabemos que a mola propulsora da oração é a sinceridade e o sentimento elevado, portanto, pouco importa o local onde estamos, o fundamental é o sentimento emanado de nosso ser. Então, se quisermos transformar a cidade onde moramos num jardim de paz e harmonia, deixando sua atmosfera psíquica mais leve e levantando seu astral, devemos orar e trabalhar incessantemente, pois, oração e trabalho são fundamentais para que nossa cidade, estado e país estejam mergulhados numa atmosfera leve, pacífica, serena...
Pensemos nisso.
Wellington Balbo
Fácil, então, concluir que uma importante ferramenta para a construção da paz nas cidades é o cultivo da oração. Mais oração por parte de seus habitantes, menos violência. Mais oração, menos crimes. Mais oração, consequentemente mais paz e menos estardalhaço em torno do mal. Cidades violentas são reflexos de uma população invigilante, com a mente intoxicada por ideias calamitosas e o coração vazio de sentimentos nobres.
E a oração a envolver a cidade num clima psíquico mais leve pode começar no lar. O Espírito Emmanuel, pela psicografia de Chico Xavier, esclarece: “Não olvidemos, assim, os impositivos da aplicação com o Cristo, no santuário familiar, onde nos cabe o exemplo de paciência, compreensão, fraternidade, serviço, fé e bom ânimo, sob o reinado legítimo do amor, porque, estudando a Palavra do Céu em quatro Evangelhos, que constituem o Testamento da Luz, somos, cada um de nós, o quinto Evangelho inacabado, mas vivo e atuante, que estamos escrevendo com os próprios testemunhos, a fim de que a nossa vida seja uma revelação de Jesus, aberta ao olhar e à apreciação de todos, sem necessidade de utilizarmos muitas palavras na advertência ou na pregação.”.
Notável a mensagem do benfeitor espiritual. Soubéssemos realmente as implicações salutares da oração e do culto do Evangelho e não teríamos calamidades que assombram cidades, levando o pânico à população que, nem sequer toma nota de que as barbaridades sociais perpetradas são filhas de pensamentos tenebrosos levados às ultimas conseqüências pela invigilância das mentes humanas. Tivéssemos ciência do incessante intercâmbio entre os planos da vida tomaríamos mais cuidado e dividiríamos nossa existência em dois hemisférios: oração e trabalho. Porque, também, de nada adianta a oração sem trabalho. Todavia, aproveitando a ocasião que discorremos sobre a cidade de Aparecida, importante informar que para entrarmos em comunhão com o plano espiritual não precisamos estar em Aparecida, podemos fazê-lo em Londres, Bauru, São Paulo, enfim, onde estivermos. Os sentimentos quebram as barreiras geográficas, e bem o sabemos que a mola propulsora da oração é a sinceridade e o sentimento elevado, portanto, pouco importa o local onde estamos, o fundamental é o sentimento emanado de nosso ser. Então, se quisermos transformar a cidade onde moramos num jardim de paz e harmonia, deixando sua atmosfera psíquica mais leve e levantando seu astral, devemos orar e trabalhar incessantemente, pois, oração e trabalho são fundamentais para que nossa cidade, estado e país estejam mergulhados numa atmosfera leve, pacífica, serena...
Pensemos nisso.
Wellington Balbo
Homenagem póstuma a Allan Kardec
Apaixonado pela leitura que sou dias atrás reli o livro “As 100 maiores personalidades da história”, de Michael Hart, publicado pela Difel, editora situada na capital carioca. A obra é muito boa, um banquete para quem gosta de história, pois traz a saga dos grandes vultos que passaram pelos palcos do mundo.
Desfilam pelo livro personalidades das mais variadas áreas do saber humano, tais como: Charles Darwin, Jesus Cristo, Lavoisier, César Augusto e tantas outras figuras marcantes da humanidade. O autor tratou de reunir as pessoas que, segundo sua concepção, deixaram marcas indeléveis não apenas na época em que viveram, mas, também, para a posteridade. E, ao analisar seu critério de avaliação, fui imediatamente levado a sérias reflexões sobre um homem fascinante, mas que ainda tem seu nome pouco conhecido e lembrado pela multidão.
No entanto, antes de falar sobre esse homem, dou asas à imaginação e vejo o citado livro sendo reeditado no ano de 2.200 e, nessa reedição, forçoso admitir que muitas mudanças serão impostas pela evolução das idéias. Alguns nomes não serão lembrados, outros surgirão triunfantes. A história tem o poder de consagrar, criar lendas e mitos, bem sabemos.
Então, em 2.200, com a humanidade mais amadurecida, voltada à educação, ciente das leis que regem a vida e apta a compreender de fato os objetivos de nossa peregrinação terrena, certamente esse homem não poderia ficar de fora da lista das 100 pessoas mais influentes da história humana. Quem é ele? O pedagogo francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, notadamente conhecido como Allan Kardec, o codificador da Doutrina Espírita. A propósito, foi no mês de março que Kardec teve seus olhos cerrados para a vida física, mais precisamente no dia 31 de março do ano de 1869. No entanto, a obra que codificou e por ela tanto trabalhou continua viva, aliás, mais viva do que nunca, instruindo e consolando infindável número de pessoas. Mas, verdade seja dita: para a maioria dos imortais, inclusive no movimento espírita, Kardec é um mero desconhecido, porquanto muita gente pode ter ouvido falar, mas desconhece seu meticuloso trabalho, sua verve literária e sua personalidade firme e racional. Muitos já ouviram falar de Kardec, mas poucos se propõem a estudar suas obras e pesquisar suas linhas traçadas com suor. Muitos dizem admirar seu legado, mas desprezam a prática da frase que cunhou de forma inspirada: “Fora da caridade não há salvação”.
Segundo narra a história, certa vez disse o admirável Ludwig van Beethoven a um crítico: “ Minha música não é para você, mas, sim, para uma era futura”. Podemos tomar como exemplo a frase do compositor e, com algumas modificações deixá-la assim, referente ao legado de Allan Kardec: “A obra que codificou aterrisou na Terra para instruir os homens no século XIX, no entanto, por teimosia e negligência ainda não é observada em plenitude, ficando, pois, para uma era futura”.
Em realidade, caro leitor, os homens de gênio enxergam a vida por cima, do alto de seu conhecimento aquilatado nas incontáveis viagens pelo universo. É, portanto, até natural que o homem comum se surpreenda com as idéias dos grandes vultos e as deixem esquecidas por um tempo. Para tudo é necessário adaptação; diante das grandes descobertas o homem experimenta primeiro o estágio da surpresa e crítica, não raro feroz. Mais adiante, já um pouco mais amadurecido, começa a refletir e, por fim, calejado e experiente atinge o estágio da aceitação e assimilação. Mas isso demanda tempo, anos e anos de experiência, dores e vitórias são transcorridos para o despertar do ser humano.
Não há dúvidas que já adentramos o estágio da aceitação dos conceitos codificados por Allan Kardec, haja vista grande parcela da população mundial aceitar temas como: reencarnação, comunicabilidade dos Espíritos e pluralidade dos mundos habitados, porém, é preciso avançar mais para que cheguemos até o estágio da assimilação, principalmente no tocante a já citada frase: “Fora da caridade não há salvação”. E, quando houvermos assimilado a caridade como ensinou Kardec, modificaremos os padrões de nossa Terra escola, transformando-a de mundo de expiação e provas para mundo de regeneração. Portanto, imperioso é homenagear Kardec e seu legado, estudando-o, pesquisando-o e praticando-o. É preciso praticar Kardec, porquanto quando a maturidade conquistar o cérebro humano e a bondade arrebatar o coração, veremos, sem dúvidas, as lições da codificação da Doutrina Espírita estampadas nas mais diversas religiões, celebrando a paz na Terra e mostrando com clareza a todos os homens as leis que regem com perfeição a sublime sinfonia da vida. Diante disto, certamente o pedagogo francês será lembrado pelas páginas da história como o aplicado aluno de Jesus que ensinou ao homem os caminhos para a auto educação. Fica, pois, registrada nossa homenagem a grande figura humana de: Hippolyte Léon Denizard Rivail, lembrando sempre: É necessário estudá-lo para bem compreendê-lo.
Wellington Balbo
Desfilam pelo livro personalidades das mais variadas áreas do saber humano, tais como: Charles Darwin, Jesus Cristo, Lavoisier, César Augusto e tantas outras figuras marcantes da humanidade. O autor tratou de reunir as pessoas que, segundo sua concepção, deixaram marcas indeléveis não apenas na época em que viveram, mas, também, para a posteridade. E, ao analisar seu critério de avaliação, fui imediatamente levado a sérias reflexões sobre um homem fascinante, mas que ainda tem seu nome pouco conhecido e lembrado pela multidão.
No entanto, antes de falar sobre esse homem, dou asas à imaginação e vejo o citado livro sendo reeditado no ano de 2.200 e, nessa reedição, forçoso admitir que muitas mudanças serão impostas pela evolução das idéias. Alguns nomes não serão lembrados, outros surgirão triunfantes. A história tem o poder de consagrar, criar lendas e mitos, bem sabemos.
Então, em 2.200, com a humanidade mais amadurecida, voltada à educação, ciente das leis que regem a vida e apta a compreender de fato os objetivos de nossa peregrinação terrena, certamente esse homem não poderia ficar de fora da lista das 100 pessoas mais influentes da história humana. Quem é ele? O pedagogo francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, notadamente conhecido como Allan Kardec, o codificador da Doutrina Espírita. A propósito, foi no mês de março que Kardec teve seus olhos cerrados para a vida física, mais precisamente no dia 31 de março do ano de 1869. No entanto, a obra que codificou e por ela tanto trabalhou continua viva, aliás, mais viva do que nunca, instruindo e consolando infindável número de pessoas. Mas, verdade seja dita: para a maioria dos imortais, inclusive no movimento espírita, Kardec é um mero desconhecido, porquanto muita gente pode ter ouvido falar, mas desconhece seu meticuloso trabalho, sua verve literária e sua personalidade firme e racional. Muitos já ouviram falar de Kardec, mas poucos se propõem a estudar suas obras e pesquisar suas linhas traçadas com suor. Muitos dizem admirar seu legado, mas desprezam a prática da frase que cunhou de forma inspirada: “Fora da caridade não há salvação”.
Segundo narra a história, certa vez disse o admirável Ludwig van Beethoven a um crítico: “ Minha música não é para você, mas, sim, para uma era futura”. Podemos tomar como exemplo a frase do compositor e, com algumas modificações deixá-la assim, referente ao legado de Allan Kardec: “A obra que codificou aterrisou na Terra para instruir os homens no século XIX, no entanto, por teimosia e negligência ainda não é observada em plenitude, ficando, pois, para uma era futura”.
Em realidade, caro leitor, os homens de gênio enxergam a vida por cima, do alto de seu conhecimento aquilatado nas incontáveis viagens pelo universo. É, portanto, até natural que o homem comum se surpreenda com as idéias dos grandes vultos e as deixem esquecidas por um tempo. Para tudo é necessário adaptação; diante das grandes descobertas o homem experimenta primeiro o estágio da surpresa e crítica, não raro feroz. Mais adiante, já um pouco mais amadurecido, começa a refletir e, por fim, calejado e experiente atinge o estágio da aceitação e assimilação. Mas isso demanda tempo, anos e anos de experiência, dores e vitórias são transcorridos para o despertar do ser humano.
Não há dúvidas que já adentramos o estágio da aceitação dos conceitos codificados por Allan Kardec, haja vista grande parcela da população mundial aceitar temas como: reencarnação, comunicabilidade dos Espíritos e pluralidade dos mundos habitados, porém, é preciso avançar mais para que cheguemos até o estágio da assimilação, principalmente no tocante a já citada frase: “Fora da caridade não há salvação”. E, quando houvermos assimilado a caridade como ensinou Kardec, modificaremos os padrões de nossa Terra escola, transformando-a de mundo de expiação e provas para mundo de regeneração. Portanto, imperioso é homenagear Kardec e seu legado, estudando-o, pesquisando-o e praticando-o. É preciso praticar Kardec, porquanto quando a maturidade conquistar o cérebro humano e a bondade arrebatar o coração, veremos, sem dúvidas, as lições da codificação da Doutrina Espírita estampadas nas mais diversas religiões, celebrando a paz na Terra e mostrando com clareza a todos os homens as leis que regem com perfeição a sublime sinfonia da vida. Diante disto, certamente o pedagogo francês será lembrado pelas páginas da história como o aplicado aluno de Jesus que ensinou ao homem os caminhos para a auto educação. Fica, pois, registrada nossa homenagem a grande figura humana de: Hippolyte Léon Denizard Rivail, lembrando sempre: É necessário estudá-lo para bem compreendê-lo.
Wellington Balbo
Amor aos idosos
Em palestra por uma cidade do interior de nosso estado conheci notável instituição, autêntica casa de amor e apoio às pessoas que já ultrapassaram incontáveis primaveras de existência terrena, resumindo: um lar de idosos.
Impressionou-me o carinho e a atenção destinada pelos voluntários àquelas criaturas de cabelos esbranquiçados pela experiência dos anos, amorosos e abnegados todos servidores desvelam-se em cuidados. Enfermeiros competentes ministravam o medicamento em hora apropriada. Refeição balanceada, tudo para que os dias sejam agradáveis e as noites serenas.
No entanto, chocou-me ainda mais o fato de que muitos daqueles senhores e senhoras têm familiares e não recebem sequer uma visita. Estão relegados pelos filhos, sobrinhos e netos ao abandono. Uma pena! Por isso, talvez, muita gente tenha medo do avançar dos anos, em realidade o medo é do abandono e não da idade.
Uma mostra da sociedade descartável, em que a pessoa é reverenciada apenas enquanto está produzindo, depois que a saúde, já frágil pelos embates da existência começa a dar sinais de precariedade, muitos são abandonados, relegados ao desprezo, sem o carinho e conforto dos familiares.
Ah, sociedade descartável! Ah, cultura do “Tá produzindo!”.
Mas não quero aqui deixar registrado críticas, aliás, para que a mensagem torne-se clara não precisamos exaltar os maus exemplos, podemos, então, aplicar o antídoto: os bons exemplos, o amor!
Em vez de criticarmos a postura de alguns, podemos exaltar atitudes de outros.
Falemos então de Inácio, jovem franzino, cabelos pretos, lisos, sorriso franco e aberto. Bondoso ao extremo, Inácio é o tipo de pessoa que nos deixa à vontade em sua presença, conversa pouco, diz muito. Figura incrível, nem parece habitante deste planeta. O jovem Inácio é solteiro e dedica grande parte de seu tempo aos cuidados dos idosos enfermos. Tomou gosto pelo voluntariado depois de cuidar por 10 anos de sua mãe, senhora que vivia com grandes dificuldades de locomoção devido a um Acidente Vascular Cerebral, o temido AVC.
Todos os dias, após seu expediente no trabalho profissional Inácio dedica duas horas aos cuidados desses idosos. Banha-lhes, dá de comer, conversa, escuta, acaricia. Costuma dizer que faz pouco, gostaria de dedicar-se em tempo integral aos amigos mais “experientes”, é assim que carinhosamente ele os chama.
Inácio trabalha com idosos por amor. Na vida não adianta cobrarmos nada de ninguém. Amor cobrado não é amor, carinho que se pede não vem espontâneo. Cada um de nós contribui com o que tem em seu coração. Se indigentes de sentimentos colaboramos quase nada. Se milionários de amor, à semelhança de Inácio, desvelamo-nos em carinho para com o semelhante. Os filhos que abandonam os pais são ainda indigentes de amor. No entanto, o mundo não é feito apenas de ingratidão, ainda bem que há almas como Inácio que, mesmo sem laços consangüíneos devotam atenção ao próximo, contribuindo para fazer brotar um sorriso na face daqueles que ajudaram a construir a história de nosso país.
Podemos, portanto, seguir os passos de Inácio e arregaçarmos as mangas engajando-nos no trabalho voluntário. Poderíamos, então, primeiramente conhecer as instituições de nossa cidade e região que realizam esse tipo de tarefa. Num segundo estágio poderemos começar colaborando 1 hora por semana e, gradativamente irmos aumentando nossa contribuição. Consideremos: será um tempo bem aplicado, são oportunidades que teremos de conviver com outras criaturas, enfim, largas chances de progresso. Não há bem da Terra que recompense a paz interior advinda de nosso esforço em favor de alguém. Ajudar aos outros equivale a, antes de tudo, auxiliar a nós mesmos. Inácio fez sua parte, cabe a nós realizarmos a que nos compete.
Pensemos nisso.
Wellington Balbo
Impressionou-me o carinho e a atenção destinada pelos voluntários àquelas criaturas de cabelos esbranquiçados pela experiência dos anos, amorosos e abnegados todos servidores desvelam-se em cuidados. Enfermeiros competentes ministravam o medicamento em hora apropriada. Refeição balanceada, tudo para que os dias sejam agradáveis e as noites serenas.
No entanto, chocou-me ainda mais o fato de que muitos daqueles senhores e senhoras têm familiares e não recebem sequer uma visita. Estão relegados pelos filhos, sobrinhos e netos ao abandono. Uma pena! Por isso, talvez, muita gente tenha medo do avançar dos anos, em realidade o medo é do abandono e não da idade.
Uma mostra da sociedade descartável, em que a pessoa é reverenciada apenas enquanto está produzindo, depois que a saúde, já frágil pelos embates da existência começa a dar sinais de precariedade, muitos são abandonados, relegados ao desprezo, sem o carinho e conforto dos familiares.
Ah, sociedade descartável! Ah, cultura do “Tá produzindo!”.
Mas não quero aqui deixar registrado críticas, aliás, para que a mensagem torne-se clara não precisamos exaltar os maus exemplos, podemos, então, aplicar o antídoto: os bons exemplos, o amor!
Em vez de criticarmos a postura de alguns, podemos exaltar atitudes de outros.
Falemos então de Inácio, jovem franzino, cabelos pretos, lisos, sorriso franco e aberto. Bondoso ao extremo, Inácio é o tipo de pessoa que nos deixa à vontade em sua presença, conversa pouco, diz muito. Figura incrível, nem parece habitante deste planeta. O jovem Inácio é solteiro e dedica grande parte de seu tempo aos cuidados dos idosos enfermos. Tomou gosto pelo voluntariado depois de cuidar por 10 anos de sua mãe, senhora que vivia com grandes dificuldades de locomoção devido a um Acidente Vascular Cerebral, o temido AVC.
Todos os dias, após seu expediente no trabalho profissional Inácio dedica duas horas aos cuidados desses idosos. Banha-lhes, dá de comer, conversa, escuta, acaricia. Costuma dizer que faz pouco, gostaria de dedicar-se em tempo integral aos amigos mais “experientes”, é assim que carinhosamente ele os chama.
Inácio trabalha com idosos por amor. Na vida não adianta cobrarmos nada de ninguém. Amor cobrado não é amor, carinho que se pede não vem espontâneo. Cada um de nós contribui com o que tem em seu coração. Se indigentes de sentimentos colaboramos quase nada. Se milionários de amor, à semelhança de Inácio, desvelamo-nos em carinho para com o semelhante. Os filhos que abandonam os pais são ainda indigentes de amor. No entanto, o mundo não é feito apenas de ingratidão, ainda bem que há almas como Inácio que, mesmo sem laços consangüíneos devotam atenção ao próximo, contribuindo para fazer brotar um sorriso na face daqueles que ajudaram a construir a história de nosso país.
Podemos, portanto, seguir os passos de Inácio e arregaçarmos as mangas engajando-nos no trabalho voluntário. Poderíamos, então, primeiramente conhecer as instituições de nossa cidade e região que realizam esse tipo de tarefa. Num segundo estágio poderemos começar colaborando 1 hora por semana e, gradativamente irmos aumentando nossa contribuição. Consideremos: será um tempo bem aplicado, são oportunidades que teremos de conviver com outras criaturas, enfim, largas chances de progresso. Não há bem da Terra que recompense a paz interior advinda de nosso esforço em favor de alguém. Ajudar aos outros equivale a, antes de tudo, auxiliar a nós mesmos. Inácio fez sua parte, cabe a nós realizarmos a que nos compete.
Pensemos nisso.
Wellington Balbo
Médicos excomungados.
A garota pernambucana de 9 anos estuprada pelo padrasto foi manchete nos mais diversos noticiários do Brasil. Natural a comoção em torno do caso, situações desse quilate envolvendo crianças mexem com todos. Ficam questionamentos, reflexões, não raro até a revolta toma posse dos mais exaltados.
Todos sabem o desenrolar do dramático caso: os médicos realizaram o aborto na garota de 9 anos grávida de gêmeos do padrasto.
O arcebispo de Recife excomungou os médicos. O vaticano apoiou a decisão. A população brasileira indignou-se. Interessante: o padrasto não foi excomungado. A visão da igreja católica ilustra a impunidade reinante em nosso país.
Os responsáveis pelos crimes são sempre absolvidos pela “benevolência” dos homens. As vítimas, não raro são tratadas como culpadas em autêntica inversão. Aliás, o nome correto não é punição, mas, sim, colheita do plantio, ou seja, praticamos o mal e colhemos o mal. Nada de punição, apenas colheita da semeadura. Detalhe importante: a impunidade gera cidadãos irresponsáveis, sem compromissos com suas atitudes. Lembro-me de mãe que dizia amar o filho, e por isso aprovava todas suas aberrações quando criança e adolescente. O menino mordia os colegas, ela e o pai nada faziam. O garoto cresceu sem limites, achando-se o dono do mundo. Quando adolescente envolveu-se em terrível briga e nada de atitudes dos pais. Tornou-se um adulto irresponsável. Embora filho de família abastada envolveu-se com organização criminosa, ele e seu bando assaltavam bancos. Os pais lamentavam a escolha do filho e perguntavam-se: Em que nós erramos na educação de nosso filho? Erraram em deixá-lo sem limites, não o obrigando a assumir suas responsabilidades. Em um plano macro é assim que caminha nosso país, não impõe limites e responsabilidades a seus filhos. Uma pena!
Compreende-se, portanto, que a igreja católica, a pretexto de defesa da vida recai em incoerências. Lutam contra o aborto, o que está correto, mas neste caso fazem de forma insensata. Quando as decisões são inflexíveis os equívocos são inevitáveis. E a vida da garota de 9 anos, quem defende? Quem restituirá os prejuízos advindos da prática violenta cometida pelo padrasto, alguém que deveria, antes de tudo, amá-la e respeitá-la?
A igreja católica, com todo respeito a seus líderes, necessita rever alguns conceitos, modernizar as idéias e adequar-se ao mundo contemporâneo.
O Espiritismo, por exemplo, é doutrina moderna, arejada e, como afirma seu codificador, tem como base o bom senso. Aliás, o Espiritismo também defende a vida e é notadamente contra o aborto. A codificação espírita, segundo consta na obra basilar, O Livro dos Espíritos, consente o aborto apenas quando este coloca em risco a vida da mãe. Este é o caso da garota pernambucana, porquanto ninguém reencarna para sofrer, ou, ainda, para engravidar do padrasto e ter filhos com 9 anos de idade. Nada disso estava programado. O que ocorreu foi um fato lamentável, fruto da estupidez humana, logo, neste caso o aborto foi a alternativa menos traumática a todos. A propósito, no caso da garota pernambucana foram realizados exames e o aborto só foi praticado depois da comprovação de que a gravidez poderia imprimir seqüelas ou levá-la, inclusive à morte. A Doutrina Espírita ensina que a vida existente é soberana e não pode ser colocada em risco para o sucesso de outra. A gravidez da garota de 9 anos colocava sua vida em risco. É verdade que esta foi uma situação atípica, fora dos padrões naturais, por isso o aborto não pode ser banalizado a partir do caso da pequena pernambucana. Devemos lutar pela vida, sempre, em qualquer circunstância, mas coerência não faz mal a ninguém.
Crianças não possuem condições físicas, psicológicas e, também, financeiras para cuidar de outras crianças. Crianças devem brincar, estudar, aproveitar a fase infantil para o pleno desenvolvimento como espíritos imortais, portanto, não podem queimar etapas da preciosa oportunidade reencarnatória. No entanto, aproveitamos e repetimos: aquelas e aqueles adolescentes que por ignorância ou irresponsabilidade engravidam na adolescência, devem, naturalmente, assumir suas responsabilidades. Portanto, que o caso da garota pernambucana não sirva de exemplo para irresponsáveis que querem utilizar o aborto como método contraceptivo.
Perguntarão alguns:
Com o aborto como ficarão os Espíritos que reencarnariam tendo a garota como genitora?
Neste caso certamente não haverá problemas, esses Espíritos serão amparados pela Espiritualidade, sustentados pela divina misericórdia. Aguardarão nova oportunidade para reencarnar. Nada de vinganças nem processos obsessivos contra a garota, os benfeitores espirituais estarão no controle de tudo, contribuindo para que a ordem das coisas se restabeleça.
Cabe-nos, pois, coerência e bom senso sempre. Ainda bem que Kardec deixou espaço ao raciocínio para que o exercitemos com a finalidade de entender os inúmeros acontecimentos da vida.
Pensemos nisso.
Wellington Balbo
Todos sabem o desenrolar do dramático caso: os médicos realizaram o aborto na garota de 9 anos grávida de gêmeos do padrasto.
O arcebispo de Recife excomungou os médicos. O vaticano apoiou a decisão. A população brasileira indignou-se. Interessante: o padrasto não foi excomungado. A visão da igreja católica ilustra a impunidade reinante em nosso país.
Os responsáveis pelos crimes são sempre absolvidos pela “benevolência” dos homens. As vítimas, não raro são tratadas como culpadas em autêntica inversão. Aliás, o nome correto não é punição, mas, sim, colheita do plantio, ou seja, praticamos o mal e colhemos o mal. Nada de punição, apenas colheita da semeadura. Detalhe importante: a impunidade gera cidadãos irresponsáveis, sem compromissos com suas atitudes. Lembro-me de mãe que dizia amar o filho, e por isso aprovava todas suas aberrações quando criança e adolescente. O menino mordia os colegas, ela e o pai nada faziam. O garoto cresceu sem limites, achando-se o dono do mundo. Quando adolescente envolveu-se em terrível briga e nada de atitudes dos pais. Tornou-se um adulto irresponsável. Embora filho de família abastada envolveu-se com organização criminosa, ele e seu bando assaltavam bancos. Os pais lamentavam a escolha do filho e perguntavam-se: Em que nós erramos na educação de nosso filho? Erraram em deixá-lo sem limites, não o obrigando a assumir suas responsabilidades. Em um plano macro é assim que caminha nosso país, não impõe limites e responsabilidades a seus filhos. Uma pena!
Compreende-se, portanto, que a igreja católica, a pretexto de defesa da vida recai em incoerências. Lutam contra o aborto, o que está correto, mas neste caso fazem de forma insensata. Quando as decisões são inflexíveis os equívocos são inevitáveis. E a vida da garota de 9 anos, quem defende? Quem restituirá os prejuízos advindos da prática violenta cometida pelo padrasto, alguém que deveria, antes de tudo, amá-la e respeitá-la?
A igreja católica, com todo respeito a seus líderes, necessita rever alguns conceitos, modernizar as idéias e adequar-se ao mundo contemporâneo.
O Espiritismo, por exemplo, é doutrina moderna, arejada e, como afirma seu codificador, tem como base o bom senso. Aliás, o Espiritismo também defende a vida e é notadamente contra o aborto. A codificação espírita, segundo consta na obra basilar, O Livro dos Espíritos, consente o aborto apenas quando este coloca em risco a vida da mãe. Este é o caso da garota pernambucana, porquanto ninguém reencarna para sofrer, ou, ainda, para engravidar do padrasto e ter filhos com 9 anos de idade. Nada disso estava programado. O que ocorreu foi um fato lamentável, fruto da estupidez humana, logo, neste caso o aborto foi a alternativa menos traumática a todos. A propósito, no caso da garota pernambucana foram realizados exames e o aborto só foi praticado depois da comprovação de que a gravidez poderia imprimir seqüelas ou levá-la, inclusive à morte. A Doutrina Espírita ensina que a vida existente é soberana e não pode ser colocada em risco para o sucesso de outra. A gravidez da garota de 9 anos colocava sua vida em risco. É verdade que esta foi uma situação atípica, fora dos padrões naturais, por isso o aborto não pode ser banalizado a partir do caso da pequena pernambucana. Devemos lutar pela vida, sempre, em qualquer circunstância, mas coerência não faz mal a ninguém.
Crianças não possuem condições físicas, psicológicas e, também, financeiras para cuidar de outras crianças. Crianças devem brincar, estudar, aproveitar a fase infantil para o pleno desenvolvimento como espíritos imortais, portanto, não podem queimar etapas da preciosa oportunidade reencarnatória. No entanto, aproveitamos e repetimos: aquelas e aqueles adolescentes que por ignorância ou irresponsabilidade engravidam na adolescência, devem, naturalmente, assumir suas responsabilidades. Portanto, que o caso da garota pernambucana não sirva de exemplo para irresponsáveis que querem utilizar o aborto como método contraceptivo.
Perguntarão alguns:
Com o aborto como ficarão os Espíritos que reencarnariam tendo a garota como genitora?
Neste caso certamente não haverá problemas, esses Espíritos serão amparados pela Espiritualidade, sustentados pela divina misericórdia. Aguardarão nova oportunidade para reencarnar. Nada de vinganças nem processos obsessivos contra a garota, os benfeitores espirituais estarão no controle de tudo, contribuindo para que a ordem das coisas se restabeleça.
Cabe-nos, pois, coerência e bom senso sempre. Ainda bem que Kardec deixou espaço ao raciocínio para que o exercitemos com a finalidade de entender os inúmeros acontecimentos da vida.
Pensemos nisso.
Wellington Balbo
CEAC Bauru – 90 anos.
Amigos, vale a pena conferir e prestigiar a valorosa instituição da cidade de Bauru, que completa neste ano 90 primaveras de largo trabalho em favor do semelhante. Para quem não é de Bauru o site para acesso: http://www.ceac.org.br/
O Centro Espírita Amor e Caridade completa neste ano 90 anos de atividades. Fundado no dia 2/12/1919 por abnegados cidadãos que perceberam a oportunidade de servir ao próximo, o CEAC Bauru, desde então, vem prestando largos serviços à sociedade bauruense.
Por seu trabalho sério, competente e cristão, conquistou credibilidade além das fronteiras de nossa cidade e estado, sendo, pois, reconhecido nacionalmente como uma das maiores entidades de promoção humana.
A nonagenária instituição nasceu na Rua Ezequiel Ramos 31, depois se mudou para a Rua Noroeste 13 (hoje Alfredo Ruiz) e, finalmente no início dos anos 1930 transferiu-se para a sede que está localizada nos dias de hoje: Rua Sete de Setembro, 8-30.
No ano de 1951 após o albergue noturno então mantido pela prefeitura, sofrer danos em sua estrutura física, o CEAC Bauru assumiu a responsabilidade de construir um novo albergue, e assim foi feito. Atualmente o trabalho realizado no albergue noturno não se resume apenas ao pernoite, mas, também, à capacitação da criatura humana em face das exigências do mundo contemporâneo.
O carinho de todos os voluntários que construíram o CEAC Bauru com os tijolos do amor ao próximo rendeu à instituição o prêmio Bem Eficiente em duas ocasiões, nos anos de 1998 e 2003. Promovido pela Kanitz & Associados, o prêmio Bem Eficiente é sinônimo de credibilidade à instituição que o conquista. Desde então o CEAC Bauru entrou no rol das 100 entidades premiadas no Brasil por seu trabalho de promoção social. Mas não parou por ai. Em 2003 o projeto Crescer foi um dos 49 semifinalistas paulistas ao prêmio Itaú – Unicef – Educação e Participação.
E neste 2009 o CEAC Bauru continua mais ativo do que nunca, em suas fileiras são atendidas mais de 25 mil pessoas anualmente em 7 núcleos de assistência distribuídos na cidade de Bauru. São aproximadamente 900 voluntários e mais de 100 funcionários prestando relevantes trabalhos à sociedade, modificando destinos e, sobretudo, depositando esperança em corações combalidos pelas lutas da existência.
Importante ressaltar a você, caro leitor, que o CEAC Bauru extrapolou os limites da religião, tornando-se uma entidade respeitada por católicos, protestantes, budistas, enfim, por todos aqueles que têm como bússola existencial os valores do Bem e do respeito à figura humana. Vale ainda lembrar que esforços hercúleos estão sendo empreendidos para a construção da nova sede do albergue noturno. Não podemos, portanto, ignorar tamanha iniciativa, devemos unir esforços, darmos às mãos e comemorarmos os 90 anos de atividades desta notável entidade denominada Centro Espírita Amor e Caridade prestigiando suas iniciativas, participando de suas promoções e contribuindo com suas atividades.
Caro leitor, saiba que o CEAC Bauru oferece a você oportunidades de praticar a caridade, de sentir-se útil e contribuir para o crescimento de seu semelhante. Não perca a chance de ser voluntário, de enobrecer a existência e, principalmente, de fazer a diferença na vida de alguém.
Por isso fica registrado o convite para que o cidadão de Bauru e demais cidades da região façam uma visita à entidade aniversariante, e constatem com seus próprios olhos o gigantesco trabalho de promoção humana promovido pela instituição que, ao longo das décadas vem presenteando Bauru e toda região com um autêntico trabalho de amor ao próximo.
Wellington Balbo
O Centro Espírita Amor e Caridade completa neste ano 90 anos de atividades. Fundado no dia 2/12/1919 por abnegados cidadãos que perceberam a oportunidade de servir ao próximo, o CEAC Bauru, desde então, vem prestando largos serviços à sociedade bauruense.
Por seu trabalho sério, competente e cristão, conquistou credibilidade além das fronteiras de nossa cidade e estado, sendo, pois, reconhecido nacionalmente como uma das maiores entidades de promoção humana.
A nonagenária instituição nasceu na Rua Ezequiel Ramos 31, depois se mudou para a Rua Noroeste 13 (hoje Alfredo Ruiz) e, finalmente no início dos anos 1930 transferiu-se para a sede que está localizada nos dias de hoje: Rua Sete de Setembro, 8-30.
No ano de 1951 após o albergue noturno então mantido pela prefeitura, sofrer danos em sua estrutura física, o CEAC Bauru assumiu a responsabilidade de construir um novo albergue, e assim foi feito. Atualmente o trabalho realizado no albergue noturno não se resume apenas ao pernoite, mas, também, à capacitação da criatura humana em face das exigências do mundo contemporâneo.
O carinho de todos os voluntários que construíram o CEAC Bauru com os tijolos do amor ao próximo rendeu à instituição o prêmio Bem Eficiente em duas ocasiões, nos anos de 1998 e 2003. Promovido pela Kanitz & Associados, o prêmio Bem Eficiente é sinônimo de credibilidade à instituição que o conquista. Desde então o CEAC Bauru entrou no rol das 100 entidades premiadas no Brasil por seu trabalho de promoção social. Mas não parou por ai. Em 2003 o projeto Crescer foi um dos 49 semifinalistas paulistas ao prêmio Itaú – Unicef – Educação e Participação.
E neste 2009 o CEAC Bauru continua mais ativo do que nunca, em suas fileiras são atendidas mais de 25 mil pessoas anualmente em 7 núcleos de assistência distribuídos na cidade de Bauru. São aproximadamente 900 voluntários e mais de 100 funcionários prestando relevantes trabalhos à sociedade, modificando destinos e, sobretudo, depositando esperança em corações combalidos pelas lutas da existência.
Importante ressaltar a você, caro leitor, que o CEAC Bauru extrapolou os limites da religião, tornando-se uma entidade respeitada por católicos, protestantes, budistas, enfim, por todos aqueles que têm como bússola existencial os valores do Bem e do respeito à figura humana. Vale ainda lembrar que esforços hercúleos estão sendo empreendidos para a construção da nova sede do albergue noturno. Não podemos, portanto, ignorar tamanha iniciativa, devemos unir esforços, darmos às mãos e comemorarmos os 90 anos de atividades desta notável entidade denominada Centro Espírita Amor e Caridade prestigiando suas iniciativas, participando de suas promoções e contribuindo com suas atividades.
Caro leitor, saiba que o CEAC Bauru oferece a você oportunidades de praticar a caridade, de sentir-se útil e contribuir para o crescimento de seu semelhante. Não perca a chance de ser voluntário, de enobrecer a existência e, principalmente, de fazer a diferença na vida de alguém.
Por isso fica registrado o convite para que o cidadão de Bauru e demais cidades da região façam uma visita à entidade aniversariante, e constatem com seus próprios olhos o gigantesco trabalho de promoção humana promovido pela instituição que, ao longo das décadas vem presenteando Bauru e toda região com um autêntico trabalho de amor ao próximo.
Wellington Balbo
Você sabe quanto custa um deputado federal?
Há tempos bato na tecla de que o problema político do Brasil é muito mais a má administração do que a corrupção, não que inexista, ela existe e é um cancro, tanto nas gestões privadas como públicas. No entanto, a má administração reflete as altíssimas despesas com nossos homens públicos e suas mordomias. O resultado disso todos conhecem: altas cargas tributárias inibindo o empreendedor e podando iniciativas que poderiam render benefícios à população.
Você tem idéia, caro leitor, de quanto custa um deputado federal aos sofres públicos? Não tem? Procurou informações a respeito? Ainda não? Pois aqui vai:
Cada deputado federal custa a bagatela de R$.117,6 mil por mês. Observe: eu disse apenas deputado federal, não mencionei senadores, deputados estaduais, prefeitos, vereadores, ministros e etc.
Veja os direitos dos deputados federais: R$.60.000 verba para gabinete, R$.18.820,00 passagens aéreas, R$.16.512,00 salário, R$.15.000 verba indenizatória, R$.4.268,00 correio e telefone e R$.3.000,00 auxílio moradia, o que atinge a estratosférica quantia de R$.117,6 mil.
Não consigo entender: meu pai era bancário, e quando transferido para outra cidade mudávamos todos. Nada de auxílio moradia, passagens aéreas ou outras regalias, enfim, vivíamos apenas com o salário pago pelo banco no final do mês. Ora, por que deputados têm auxílio moradia? Por que têm passagens áreas? Por que não se mudam com suas famílias para a capital federal? Seria mais coerente que assim fosse. Portanto, o assunto de apresentar notas fiscais para comprovar gastos referentes à verba indenizatória é uma discussão equivocada.
A questão não é comprovar gastos, mas, sim, gastar menos, economizar, ser coerente, ético, sincero, cultivar vida simples calcada no trabalho, na labuta diária que constrói pessoas responsáveis, inclusive sob o ponto de vista econômico. Essa é a questão que deve ser discutida. Por que se gasta tanto no Brasil? Será que não podemos economizar, cortar despesas, diminuir o inchaço de parlamentares?
Inaceitável um país em que grande parte da população vive em extrema penúria manter luxos à custa do dinheiro público. Não quero aqui desmerecer o trabalho do parlamentar, servir ao povo é tarefa de extrema responsabilidade e grandeza, todos aqueles que estão no poder, devem, sim, ser bem remunerados pelas funções exercidas. No entanto, é necessário coibir os abusos, um deputado federal custar aos cofres públicos R$.117,6 mil por mês em um país como o Brasil é incoerente. Sem contar que isso cria efeitos nocivos na sociedade. Dividendos estratosféricos pagos aos políticos enchem os olhos dos oportunistas que, carismáticos, concorrem aos cargos públicos interessados nos altos salários, de modo que a política deixou de ser a trilha de idealistas dispostos a servir a sociedade para se tornar um meio de vida rentável e fácil. É o velho egoísmo humano ditando as regras políticas de nosso país.
Quando amadurecermos (povo e políticos) ao ponto de entender que exercer um cargo público é assumir alta responsabilidade perante as leis da vida, certamente modificaremos os padrões vigentes na atualidade, reembolsando nossos homens públicos com o valor justo, sem sobrecarregar a sociedade com altas cargas tributárias para sustentar mordomias esdrúxulas e incompatíveis com a realidade.
Precisamos, embora de forma pacífica e civilizada, exercer a cidadania e protestar contra a má administração de nosso país, porquanto a manifestação em massa do cidadão brasileiro é que modificará os abusos cometidos pelos governantes. Importante lembrar: o Brasil é muito mais do que carnaval e futebol.
Pensemos nisso.
Wellington Balbo
Você tem idéia, caro leitor, de quanto custa um deputado federal aos sofres públicos? Não tem? Procurou informações a respeito? Ainda não? Pois aqui vai:
Cada deputado federal custa a bagatela de R$.117,6 mil por mês. Observe: eu disse apenas deputado federal, não mencionei senadores, deputados estaduais, prefeitos, vereadores, ministros e etc.
Veja os direitos dos deputados federais: R$.60.000 verba para gabinete, R$.18.820,00 passagens aéreas, R$.16.512,00 salário, R$.15.000 verba indenizatória, R$.4.268,00 correio e telefone e R$.3.000,00 auxílio moradia, o que atinge a estratosférica quantia de R$.117,6 mil.
Não consigo entender: meu pai era bancário, e quando transferido para outra cidade mudávamos todos. Nada de auxílio moradia, passagens aéreas ou outras regalias, enfim, vivíamos apenas com o salário pago pelo banco no final do mês. Ora, por que deputados têm auxílio moradia? Por que têm passagens áreas? Por que não se mudam com suas famílias para a capital federal? Seria mais coerente que assim fosse. Portanto, o assunto de apresentar notas fiscais para comprovar gastos referentes à verba indenizatória é uma discussão equivocada.
A questão não é comprovar gastos, mas, sim, gastar menos, economizar, ser coerente, ético, sincero, cultivar vida simples calcada no trabalho, na labuta diária que constrói pessoas responsáveis, inclusive sob o ponto de vista econômico. Essa é a questão que deve ser discutida. Por que se gasta tanto no Brasil? Será que não podemos economizar, cortar despesas, diminuir o inchaço de parlamentares?
Inaceitável um país em que grande parte da população vive em extrema penúria manter luxos à custa do dinheiro público. Não quero aqui desmerecer o trabalho do parlamentar, servir ao povo é tarefa de extrema responsabilidade e grandeza, todos aqueles que estão no poder, devem, sim, ser bem remunerados pelas funções exercidas. No entanto, é necessário coibir os abusos, um deputado federal custar aos cofres públicos R$.117,6 mil por mês em um país como o Brasil é incoerente. Sem contar que isso cria efeitos nocivos na sociedade. Dividendos estratosféricos pagos aos políticos enchem os olhos dos oportunistas que, carismáticos, concorrem aos cargos públicos interessados nos altos salários, de modo que a política deixou de ser a trilha de idealistas dispostos a servir a sociedade para se tornar um meio de vida rentável e fácil. É o velho egoísmo humano ditando as regras políticas de nosso país.
Quando amadurecermos (povo e políticos) ao ponto de entender que exercer um cargo público é assumir alta responsabilidade perante as leis da vida, certamente modificaremos os padrões vigentes na atualidade, reembolsando nossos homens públicos com o valor justo, sem sobrecarregar a sociedade com altas cargas tributárias para sustentar mordomias esdrúxulas e incompatíveis com a realidade.
Precisamos, embora de forma pacífica e civilizada, exercer a cidadania e protestar contra a má administração de nosso país, porquanto a manifestação em massa do cidadão brasileiro é que modificará os abusos cometidos pelos governantes. Importante lembrar: o Brasil é muito mais do que carnaval e futebol.
Pensemos nisso.
Wellington Balbo
Relutamos em aceitar o novo?
Amigo leitor, o novo ainda nos assusta, contudo, nossa vida é um incessante brotar de novidades: a adolescência sucede a infância. A vida adulta sucede a adolescência. Os cabelos brancos timbrados pela experiência sucedem a vida adulta. São ciclos que se findam e outros que se iniciam nesse interessante vai e vem que nos conduz ao progresso.
Por isso, falemos sobre as novidades e as mudanças:
O novo, a mudança, dispara o coração de muitos.
Novos desafios e novos rumos ainda fazem tremer.
Mudar de cidade, emprego, trocar o micro velho pelo mais novo, utilizar um novo método de ensino, mudar o corte de cabelo, enfim, mudar...
Mudar a maneira de pensar, desencravar preconceitos enraizados, olhar a vida sob novo prisma, enfim, mudar...
Quanta dificuldade temos em mudar, em aceitar o novo, em modernizar as idéias...
Desde os primórdios da humanidade o homem reluta em aceitar as novidades.
Já relutamos em aceitar a vacina, a fluoretação da água, a pasteurização do leite, as leis da física, enfim, a lista é infindável.
Alguns relutam até em utilizar o computador, preferem a máquina de escrever.
Por que patinamos em aceitar o novo?
· Insegurança?
· Indiferença?
· Acomodação?
· Vaidade?
· Medo?
Falaremos sobre medo.
E no quesito mudança, novidade, é até natural que o medo esteja por perto a nos aconselhar:
Será que esta é a hora?
Devemos esperar um pouco mais?
Será que dará certo?
Ora, deixemos pra depois, time que está ganhando não se mexe!
E logo vem a acomodação e o pensamento de que o mais seguro é permanecer como esta.
Ah, o medo; há duas maneiras de lidar com ele:
1º O medo amigo, que nos faz agir com prudência, porém, agir, que nos diz para utilizar o bom senso, o raciocínio, este, o medo amigo.
2º O medo inimigo, que nos paralisa e faz estagnar, deixando o amargo gosto de que poderíamos ter tentado.
O medo que não paralisa é salutar, porquanto, orienta-nos a agir com prudência diante de algo que ainda desconhecemos.
Todavia, o medo que paralisa, obstrui, entrava, este é prejudicial, coloca-nos lente de aumento diante das novas situações e impede-nos de experimentar, de aprender , de progredir.
Amigo leitor, imagine-se sem as novidades?
Amigo leitor, imagine-se com as novidades?
Raciocine, reflita, veja o que quer e pode mudar, veja se novos rumos estão a bater à sua porta e estas a ignorar por medo ou até mesmo por preconceito.
Veja se quer continuar como esta, da maneira que vive, do modo que enxerga a vida, da forma que vê as pessoas.
As reflexões em torno deste assunto nos conduzirão ao aprimoramento como seres humanos!
A propósito, o novo, a mudança te assusta ou impulsiona?
Vale a pena refletir em torno destas questões.
Wellington Baulbo - Bauru/SP
Por isso, falemos sobre as novidades e as mudanças:
O novo, a mudança, dispara o coração de muitos.
Novos desafios e novos rumos ainda fazem tremer.
Mudar de cidade, emprego, trocar o micro velho pelo mais novo, utilizar um novo método de ensino, mudar o corte de cabelo, enfim, mudar...
Mudar a maneira de pensar, desencravar preconceitos enraizados, olhar a vida sob novo prisma, enfim, mudar...
Quanta dificuldade temos em mudar, em aceitar o novo, em modernizar as idéias...
Desde os primórdios da humanidade o homem reluta em aceitar as novidades.
Já relutamos em aceitar a vacina, a fluoretação da água, a pasteurização do leite, as leis da física, enfim, a lista é infindável.
Alguns relutam até em utilizar o computador, preferem a máquina de escrever.
Por que patinamos em aceitar o novo?
· Insegurança?
· Indiferença?
· Acomodação?
· Vaidade?
· Medo?
Falaremos sobre medo.
E no quesito mudança, novidade, é até natural que o medo esteja por perto a nos aconselhar:
Será que esta é a hora?
Devemos esperar um pouco mais?
Será que dará certo?
Ora, deixemos pra depois, time que está ganhando não se mexe!
E logo vem a acomodação e o pensamento de que o mais seguro é permanecer como esta.
Ah, o medo; há duas maneiras de lidar com ele:
1º O medo amigo, que nos faz agir com prudência, porém, agir, que nos diz para utilizar o bom senso, o raciocínio, este, o medo amigo.
2º O medo inimigo, que nos paralisa e faz estagnar, deixando o amargo gosto de que poderíamos ter tentado.
O medo que não paralisa é salutar, porquanto, orienta-nos a agir com prudência diante de algo que ainda desconhecemos.
Todavia, o medo que paralisa, obstrui, entrava, este é prejudicial, coloca-nos lente de aumento diante das novas situações e impede-nos de experimentar, de aprender , de progredir.
Amigo leitor, imagine-se sem as novidades?
Amigo leitor, imagine-se com as novidades?
Raciocine, reflita, veja o que quer e pode mudar, veja se novos rumos estão a bater à sua porta e estas a ignorar por medo ou até mesmo por preconceito.
Veja se quer continuar como esta, da maneira que vive, do modo que enxerga a vida, da forma que vê as pessoas.
As reflexões em torno deste assunto nos conduzirão ao aprimoramento como seres humanos!
A propósito, o novo, a mudança te assusta ou impulsiona?
Vale a pena refletir em torno destas questões.
Wellington Baulbo - Bauru/SP
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