Wellington Balbo – Bauru – SP.
Nessa época eleitoral assistimos vários comerciais e chamados da mídia em geral convidando eleitores para estudar o passado dos candidatos. Importante iniciativa porquanto saber as realizações, postura e atuação do político é fator fundamental para votar bem.
Entretanto, no assunto pesquisar o passado dos candidatos fiquei imaginando se tivéssemos o poder de devassar suas existências pregressas.
Imagine saber o passado do deputado federal e candidato a prefeito de São Paulo Paulo Maluf. O que dizer então de Roberto Jefferson e Renan Calheiros. Já pensou ter em mãos uma ficha completa com as realizações do presidente Lula. O que fez? Como fez? Por que fez?
E Hugo Chávez então? Imagine se descobríssemos que Chávez e Bush foram aliados? E Bin Laden morou por muitos anos nos Estados Unidos e jurou amor eterno à terra do Tio Sam. Como já dito em outros artigos, estamos vivendo em determinado país temporariamente, nossa pátria real é a dimensão espiritual, para a qual cedo ou tarde voltaremos após as lides terrenas.
Não estou, caro leitor, acusando ninguém de nada, apenas questiono o que ocorreria se tivéssemos o poder de devassar o passado dos homens públicos, descortinando suas existências, realizações e equívocos.
Sim, porque não sou daqueles que consideram que somente erramos em nosso passado. Não, acertamos também, aliás, equívocos e acertos fazem parte da experiência humana. Muitas das conquistas acumuladas hoje se originaram de enganos do passado, equívocos e acertos são processos pedagógicos de nossa evolução como espíritos, não há como evoluir sem errar, o importante é assimilar e seguir adiante.
E diante dessas elucubrações não pude deixar de refletir nas belas linhas traçadas pela espiritualidade e tão bem coordenadas por nosso Kardec, no capítulo “Esquecimento do passado, consta a seguinte afirmação da espiritualidade:
“O homem não pode nem deve saber tudo. Deus em Sua sabedoria quer assim. Sem o véu que lhe encobre certas coisas, o homem ficaria deslumbrado, como aquele que passa sem transição do escuro para a luz. O esquecimento do passado o faz sentir-se mais senhor de si.”
Ah, abençoado esquecimento que nos permite mergulhar na Terra sem o peso do constrangimento dos equívocos. Abençoado esquecimento que presenteia com a chance do recomeço sem os olhares impiedosos da acusação. Abençoado esquecimento que idealiza nova vida repleta de realizações e chances de reparação. O esquecimento temporário é uma das mais belas formas de manifestação do amor divino, além de ser extremamente útil à democracia, porque nos permite estudar apenas o atual passado do candidato, porquanto, sem o esquecimento temporário correríamos grande risco de não ter em quem votar, inclusive seria até difícil depositar confiança em nós mesmos. Ah, abençoado esquecimento!
Pensemos nisso.
O desempenho brasileiro em Pequim

Terminou a Olimpíada de Pequim 2008 e a participação brasileira foi pífia, laureada com poucas medalhas de ouro e prata e algumas de bronze, no total foram 3 medalhas de ouro, quatro de prata e 8 de bronze.
Muitos dos brasileiros favoritos em suas modalidades não obtiveram êxito. Diego Hipólito era ouro na certa, tropeçou na derradeira apresentação.
Jadel Gregório tinha grandes chances de medalha, deixou escapar a oportunidade.
O futebol feminino encantou toda a competição, derrapou na final.
O vôlei masculino também perdeu a chance do bicampeonato.
O futebol masculino esbarrou na garra Argentina.
A ginástica feminina tinha capacidade para ir além, não foi.
O vôlei de praia masculino perdeu o ouro para uma dupla que havia derrotado diversas vezes.
Acredito que sofremos de complexo de inferioridade e julgamos europeus e americanos melhores do que nós.
Falta-nos o sentimento de que somos espíritos imortais, em realidade habitamos este ou aquele país temporariamente.
Certamente já nascemos e vivemos em outras paragens da Terra, provavelmente estivemos em solo europeu e asiático.
O Brasil hoje é nossa pátria, mas pode não sê-la amanhã, por isso não há razões para sentir-se desprestigiado ou inferiorizado por habitar um país ainda em desenvolvimento e que procura sua identidade.
Muitos de nossos atletas não beliscaram a medalha porque se sentiram inferiorizados diante de gigantes mundiais.
Uma pena.
São inúmeros casos, mas nos atemos apenas a esses. Mas vamos ao que interessa e a idéia relevante é mostrar que o esporte é elemento de inclusão e transformação social.
Nosso Brasil com dimensões continentais tinha capacidade para ir além, no entanto, ficamos atrás de países como Belarus, Etiópia e Quênia.
Não quero desmerecê-los, mas são países que não têm a dimensão de nosso Brasil. Vejamos o caso de Belarus, por exemplo: país que conheceu sua independência no ano de 1991 dissidente da antiga União Soviética e tem pouco mais de 10 milhões de habitantes, para se ter uma idéia a cidade de São Paulo já ultrapassou esse número de habitantes.
Por que isso ocorre?
A razão é simples: falta investimento no esporte que é, sem sombra de dúvidas, uma das ferramentas eficazes no combate à criminalidade.
Interessante: temos poucos esportistas de ponta mas grandes criminosos. Por que muitos garotos em favelas escolhem o caminho do crime?
Ora, porque lhes falta naturalmente uma oportunidade digna, que poderia vir do esporte.
Apaixonado por esporte, durante algum tempo dediquei-me ao futebol e vi muita gente dar grande guinada em sua vida por intermédio do esporte bretão, auxiliando, inclusive, toda a família, tirando-os da miséria e oferecendo uma vida digna. Isso sem contar que o esporte imprimi valores como cidadania, respeito, valoriza a saúde e busca construir homens e mulheres imbuídos de nobres ideais.
Empresas e governo devem investir maciçamente na prática esportiva dentro das escolas que deve, necessariamente, caminhar sob dois prismas: educação e esporte. Mas o danado do egoísmo ainda cutuca o coração humano. As empresas não querem investir sem a garantia de resultados. Muitos atletas de potencial ficam à margem porque falta patrocínio, tanto do governo quanto da iniciativa privada. O governo juntamente com as empresas que usufruem da sociedade e dela tiram sua riqueza e sustentação têm por obrigação investir no esporte dentro das escolas, além de patrocinar atletas e práticas esportiva, porque não há como formar atletas vencedores sem grandes investimentos.
Como almejar resultados sem antes investir?
É preciso, pois, que as empresas e o governo rompam com o egoísmo e invistam pesado no esporte, deixando um pouco de lado a mentalidade a curto prazo dos resultados imediatos, focando no amanhã, porquanto pode ser que não surjam super heróis olímpicos a subir no lugar mais alto do pódio com a bandeira brasileira, mas certamente nosso país terá homens e mulheres com a estima elevada trazendo no coração a nobreza das práticas esportivas que primam pela cidadania e formação de homens de bem.
O caminho para transformar o Brasil em potência esportiva não é tão complicado, no entanto, requer boa vontade e criatividade, coragem e amor à juventude para que deixemos de lado a triste alcunha de país violento e com altos índices de criminalidade.
Pensemos nisso.
Quando os médicos adoecem
Wellington Balbo – Bauru - SP
A medicina e abençoada ciência emanada da Espiritualidade para suavizar e prevenir a dor dos Homens na Terra. Todavia, alguns, e bom que fique claro que há exceções, se esquecem dos objetivos reais da ciência medica e desvirtuam um caminho que poderia ser belíssimo. Há médicos que infelizmente não honram a beleza de sua profissão e, em momento capital da existência humana, que é o complicado instante da dor, atuam com negligência a considerar o paciente tão somente um aglomerado de células, não lhes dando a devida atenção.
Fragilizados pela enfermidade os pacientes e sua família carecem de atenção, amizade, apoio, essa deveria ser uma das funções dos médicos, porém, nem sempre essas considerações são lembradas. O psiquiatra americano Robert Klitzman professor da Universidade de Colúmbia em Nova York, escreveu o livro – Quando os médicos se tornam pacientes. Conta o professor que somente depois de ter estado do outro lado da moeda, ou seja, ter enfrentado uma enfermidade é que pôde de fato avaliar o real sentimento de seus pacientes. Em seu livro o Dr. Klitzman entrevistou 50 colegas da medicina que passaram também por enfermidade. Constatou que os médicos que vivenciaram a experiência de pacientes tornaram-se mais espiritualizados e compreenderam a força da fé na recuperação. Verificou que é horrível para a recuperação do paciente ficar em hospitais com televisores e janelas quebradas, com aspectos sombrios, percebeu também que sintomas considerados secundários pelos médicos, como, por exemplo, náuseas e cansaço nada de tem de secundários, são sintomas que vão gradativamente minando as forças do paciente, por isso requerem maior atenção por parte dos doutores.
Aprendeu que a maneira de transmitir o diagnóstico ao paciente tem grande importância em sua recuperação e, diante disso, narra interessante história – Diz o doutor que certa feita um médico comunicou a outro médico que estava na situação de paciente que em sua cirurgia ele teria 5% de chances de morrer. O médico - paciente ficou estupefato ao ouvir aquela palavra: morte. Sentiu-se mais fragilizado e menos confiante. Após a cirurgia prometeu a si mesmo que quando voltasse à ativa jamais falaria a um paciente que ele tem 5% de chances de morrer, ao contrário, diria que ele tem 95% de chances de viver, o que estatisticamente é a mesma coisa.
São anotações de um médico que transcreveu a experiência sua e de seus colegas de profissão que transitaram pelos terrenos da enfermidade vivenciando dores, angústias, incertezas e inquietações naturais de nosso estágio evolutivo.
Por isso é de chocar quando vemos um médico atendendo o paciente sem a atenção que requer a criatura humana, seja ela criança, adulta ou idosa. Doutores, ponham a mão na consciência, dignifiquem vossa profissão transformando vossos consultórios em portos seguros de paz e esperança às criaturas enfermas.
Lembro que há alguns meses necessitei consultar um médico, no meio da consulta perguntei ao doutor a razão da constante pressa que os acometem, sem tempo para conversas e mesmo sanar as dúvidas do paciente. A resposta foi sincera: “Meu caro, a Unimed paga pouco, o SUS menos ainda, os investimentos são altos, as contas vencem ao findar o mês, por isso, quanto mais pacientes atendemos, melhor”.
Santo Capitalismo!
Ah doutores! Sugiro a vocês um curso de reciclagem de atendimento à criatura humana, procurem para isso os profissionais do Hospital Amaral Carvalho de Jaú, lá, com certeza aprenderão a forma digna de tratamento que merece todo ser humano.
Pensemos nisso.
A medicina e abençoada ciência emanada da Espiritualidade para suavizar e prevenir a dor dos Homens na Terra. Todavia, alguns, e bom que fique claro que há exceções, se esquecem dos objetivos reais da ciência medica e desvirtuam um caminho que poderia ser belíssimo. Há médicos que infelizmente não honram a beleza de sua profissão e, em momento capital da existência humana, que é o complicado instante da dor, atuam com negligência a considerar o paciente tão somente um aglomerado de células, não lhes dando a devida atenção.
Fragilizados pela enfermidade os pacientes e sua família carecem de atenção, amizade, apoio, essa deveria ser uma das funções dos médicos, porém, nem sempre essas considerações são lembradas. O psiquiatra americano Robert Klitzman professor da Universidade de Colúmbia em Nova York, escreveu o livro – Quando os médicos se tornam pacientes. Conta o professor que somente depois de ter estado do outro lado da moeda, ou seja, ter enfrentado uma enfermidade é que pôde de fato avaliar o real sentimento de seus pacientes. Em seu livro o Dr. Klitzman entrevistou 50 colegas da medicina que passaram também por enfermidade. Constatou que os médicos que vivenciaram a experiência de pacientes tornaram-se mais espiritualizados e compreenderam a força da fé na recuperação. Verificou que é horrível para a recuperação do paciente ficar em hospitais com televisores e janelas quebradas, com aspectos sombrios, percebeu também que sintomas considerados secundários pelos médicos, como, por exemplo, náuseas e cansaço nada de tem de secundários, são sintomas que vão gradativamente minando as forças do paciente, por isso requerem maior atenção por parte dos doutores.
Aprendeu que a maneira de transmitir o diagnóstico ao paciente tem grande importância em sua recuperação e, diante disso, narra interessante história – Diz o doutor que certa feita um médico comunicou a outro médico que estava na situação de paciente que em sua cirurgia ele teria 5% de chances de morrer. O médico - paciente ficou estupefato ao ouvir aquela palavra: morte. Sentiu-se mais fragilizado e menos confiante. Após a cirurgia prometeu a si mesmo que quando voltasse à ativa jamais falaria a um paciente que ele tem 5% de chances de morrer, ao contrário, diria que ele tem 95% de chances de viver, o que estatisticamente é a mesma coisa.
São anotações de um médico que transcreveu a experiência sua e de seus colegas de profissão que transitaram pelos terrenos da enfermidade vivenciando dores, angústias, incertezas e inquietações naturais de nosso estágio evolutivo.
Por isso é de chocar quando vemos um médico atendendo o paciente sem a atenção que requer a criatura humana, seja ela criança, adulta ou idosa. Doutores, ponham a mão na consciência, dignifiquem vossa profissão transformando vossos consultórios em portos seguros de paz e esperança às criaturas enfermas.
Lembro que há alguns meses necessitei consultar um médico, no meio da consulta perguntei ao doutor a razão da constante pressa que os acometem, sem tempo para conversas e mesmo sanar as dúvidas do paciente. A resposta foi sincera: “Meu caro, a Unimed paga pouco, o SUS menos ainda, os investimentos são altos, as contas vencem ao findar o mês, por isso, quanto mais pacientes atendemos, melhor”.
Santo Capitalismo!
Ah doutores! Sugiro a vocês um curso de reciclagem de atendimento à criatura humana, procurem para isso os profissionais do Hospital Amaral Carvalho de Jaú, lá, com certeza aprenderão a forma digna de tratamento que merece todo ser humano.
Pensemos nisso.
Os pais e a juventude espírita
Wellington Balbo – Bauru – SP.
A juventude é uma das mais interessantes fases da existência humana. Na juventude se lida com medos, incertezas, dúvidas envolvendo relacionamento afetivo e profissão, auto afirmação, busca pela aceitação, conflitos íntimos e uma infinidade de situações. Não que nas demais fases da existência não se passe por isso, todavia, na juventude, talvez pela vivacidade ou efervescência dos hormônios tudo toma proporção muito maior e, às vezes, até assustadora. Tanto é que inúmeros jovens ficam à margem do caminho e entregam-se aos vícios de todos os matizes porque não souberam lidar com os desafios que se apresentam. Também há aqueles e aquelas que sucumbem às paixões avassaladoras e precipitam-se pelos caminhos do sexo antes do amor, as garotas acabam por engravidar e muitas vezes os garotos acabam por “sumir” às responsabilidades. Nascem assim famílias incompletas em que crianças educam crianças. O resultado na maioria das vezes compromete a educação do conjunto porque as garotas são mães despreparadas e têm de relegar a própria educação a segundo plano para cuidar do filho que chega.
Mas há também a questão que envolve as drogas de todos os matizes, incluindo nesse rol o álcool que, lamentavelmente, conta com a complacência dos pais e da sociedade. As primeiras experiências dos jovens com bebidas alcoólicas se dão geralmente na presença dos pais que muitas vezes estimulam o adolescente a experimentar a famosa “cervejinha”. O jovem adentra o mundo das drogas, não raro, pela larga porta da curiosidade, muitas vezes promovida pela falta de diálogo com os pais ou ainda para ser aceito na turma de “amigos”.
Daí a importância da família na formação de valores do Ser. A base familiar é fundamental para ajudar o jovem a superar seus dilemas íntimos sem grandes atropelos. Nesse quesito o conhecimento espírita ganha significativo destaque porquanto oferece bases sólidas para um comportamento digno e regrado.
Kardec fez questão de pautar o Espiritismo pela ótica da educação sistêmica do Ser; uma educação que visa além das conquistas intelectuais desenvolver o senso moral construindo jóias como a fraternidade, solidariedade, compreensão e altruísmo no coração humano; ou seja, uma educação que chacoalha o espírito em busca de seu auto descobrimento.
No entanto, forçoso admitir que Kardec e a espiritualidade ofereceram a teoria. A questão prática da aplicação dos princípios espíritas na educação dos jovens compete aos pais e educadores ministrar. Se os princípios espíritas não forem aplicados, infelizmente o Espiritismo torna-se apenas páginas bem escritas, simplesmente páginas bem escritas. Não era este o objetivo do codificador, sua intenção foi mostrar que o Espiritismo deve ser aplicado nas relações humanas, principalmente nas que estão sacramentadas pelos laços de família, propiciando aos pais guiar os filhos pelas veredas seguras do ideal cristão, facilitando caminhos e apontando diretrizes aos jovens em suas mais complexas dúvidas existenciais. Muitos se perdem porque faltou conhecimento e base familiar!
Grande é a responsabilidade dos pais em guiar seus jovens, mas também vasto é o material ofertado pela literatura espírita, mostrando que não estão sozinhos nessa tarefa da educação. Cabe aos pais adaptar a linguagem espírita à realidade do jovem, deixando o conhecimento acessível e agradável para que mais fácil seja sua assimilação, para isso não é necessário grandes prodígios, apenas criatividade. Estive na Bienal do livro e pude ver no stand da FEESP – Federação Espírita do Estado de São Paulo – vasto material de auxílio aos pais e evangelizadores, apostilas escritas de forma didática e simples para facilitar justamente a comunicação entre pais e jovens, tornando a realidade espírita uma certeza dentro da vida familiar a oferecer bases seguras a todos seus integrantes.
Quem quiser se aprofundar nessa questão pode acessar o site da FEESP para maiores informações pelo endereço virtual: www.feesp.org.br. Fica, pois, a sugestão aos leitores, pais e evangelizadores para que possam conhecer tão belo trabalho sobre a relação entre pais e filhos.
A juventude é uma das mais interessantes fases da existência humana. Na juventude se lida com medos, incertezas, dúvidas envolvendo relacionamento afetivo e profissão, auto afirmação, busca pela aceitação, conflitos íntimos e uma infinidade de situações. Não que nas demais fases da existência não se passe por isso, todavia, na juventude, talvez pela vivacidade ou efervescência dos hormônios tudo toma proporção muito maior e, às vezes, até assustadora. Tanto é que inúmeros jovens ficam à margem do caminho e entregam-se aos vícios de todos os matizes porque não souberam lidar com os desafios que se apresentam. Também há aqueles e aquelas que sucumbem às paixões avassaladoras e precipitam-se pelos caminhos do sexo antes do amor, as garotas acabam por engravidar e muitas vezes os garotos acabam por “sumir” às responsabilidades. Nascem assim famílias incompletas em que crianças educam crianças. O resultado na maioria das vezes compromete a educação do conjunto porque as garotas são mães despreparadas e têm de relegar a própria educação a segundo plano para cuidar do filho que chega.
Mas há também a questão que envolve as drogas de todos os matizes, incluindo nesse rol o álcool que, lamentavelmente, conta com a complacência dos pais e da sociedade. As primeiras experiências dos jovens com bebidas alcoólicas se dão geralmente na presença dos pais que muitas vezes estimulam o adolescente a experimentar a famosa “cervejinha”. O jovem adentra o mundo das drogas, não raro, pela larga porta da curiosidade, muitas vezes promovida pela falta de diálogo com os pais ou ainda para ser aceito na turma de “amigos”.
Daí a importância da família na formação de valores do Ser. A base familiar é fundamental para ajudar o jovem a superar seus dilemas íntimos sem grandes atropelos. Nesse quesito o conhecimento espírita ganha significativo destaque porquanto oferece bases sólidas para um comportamento digno e regrado.
Kardec fez questão de pautar o Espiritismo pela ótica da educação sistêmica do Ser; uma educação que visa além das conquistas intelectuais desenvolver o senso moral construindo jóias como a fraternidade, solidariedade, compreensão e altruísmo no coração humano; ou seja, uma educação que chacoalha o espírito em busca de seu auto descobrimento.
No entanto, forçoso admitir que Kardec e a espiritualidade ofereceram a teoria. A questão prática da aplicação dos princípios espíritas na educação dos jovens compete aos pais e educadores ministrar. Se os princípios espíritas não forem aplicados, infelizmente o Espiritismo torna-se apenas páginas bem escritas, simplesmente páginas bem escritas. Não era este o objetivo do codificador, sua intenção foi mostrar que o Espiritismo deve ser aplicado nas relações humanas, principalmente nas que estão sacramentadas pelos laços de família, propiciando aos pais guiar os filhos pelas veredas seguras do ideal cristão, facilitando caminhos e apontando diretrizes aos jovens em suas mais complexas dúvidas existenciais. Muitos se perdem porque faltou conhecimento e base familiar!
Grande é a responsabilidade dos pais em guiar seus jovens, mas também vasto é o material ofertado pela literatura espírita, mostrando que não estão sozinhos nessa tarefa da educação. Cabe aos pais adaptar a linguagem espírita à realidade do jovem, deixando o conhecimento acessível e agradável para que mais fácil seja sua assimilação, para isso não é necessário grandes prodígios, apenas criatividade. Estive na Bienal do livro e pude ver no stand da FEESP – Federação Espírita do Estado de São Paulo – vasto material de auxílio aos pais e evangelizadores, apostilas escritas de forma didática e simples para facilitar justamente a comunicação entre pais e jovens, tornando a realidade espírita uma certeza dentro da vida familiar a oferecer bases seguras a todos seus integrantes.
Quem quiser se aprofundar nessa questão pode acessar o site da FEESP para maiores informações pelo endereço virtual: www.feesp.org.br. Fica, pois, a sugestão aos leitores, pais e evangelizadores para que possam conhecer tão belo trabalho sobre a relação entre pais e filhos.
Dona Teresinha Salgado e Antonio Duro...
Wellington Balbo – Bauru – SP.
O ser humano é tão rico que consegue inspirar em seus pares sentimentos dos mais diversos e até contraditórios. Basta observarmos as situações e pessoas para comprovarmos essa capacidade humana.
Há pessoas que fazem questão de inspirar nas outras sentimento de compaixão, adoram contar vantagem sobre seus sofrimentos: “Você está com dor de cabeça?”, “Ora, é porque você não viu a minha, ela é terrível, passo horas deitado no escuro.” “Você está cansado?” “Imagine eu que trabalho de sol a sol, de segunda a segunda e ainda ganho uma ninharia.” Por essas não há como nutrir outro sentimento senão a compaixão.
Pobres coitadas sofrem muito. Saímos sempre dessas conversas com a sensação de que nossas dores são pequenas perto dos problemas que elas enfrentam. O bom é que notamos que não somos assim, tão infelizes.
Há pessoas que inspiram tristeza, estão constantemente chorosas, reclamando da família, das dificuldades da vida, do preço da batata e da gasolina, da conta estourada e por ai vai.
Há pessoas que inspiram silêncio, falam demais e ouvem de menos nos obrigando a ficar calados ao lado delas.
Há pessoas que inspiram irritação, não são pontuais e nos deixam esperando horas a fio.
Há pessoas que inspiram indignação, não se pautam por qualquer senso moral ou ético.
Mas há pessoas que inspiram outros sentimentos, como alegria, vontade de estar perto, de conversar... Há pessoas que inspiram ao trabalho e contagiam com sua forma de participar da vida. Geralmente estão de bem consigo mesmas, e embora tenham problemas procuram soluções de forma prática e eficaz, ou seja, preferem o trabalho ao invés da reclamação. Prosseguem ao invés de esperar cair do céu. Preferem lutar ao invés da entrega e o desânimo.
E são essas pessoas nossos espelhos, trabalhadoras calejadas pelos embates da existência a nos mostrar que o importante são as sementes que deixamos plantadas no mundo. Mal sabem elas que há muita gente beneficiando-se de suas pródigas sementeiras de serviço em favor do semelhante.
Pessoas como D. Teresinha Salgado e Antonio Duro, figuras notáveis que tive o prazer de conhecer e hoje posso até chamá-los de amigos. Talvez não saibam, mas sinto-me honrado em tê-los comigo. Os dois já ultrapassaram a barreira dos setenta provando que a idade pouco interfere quando carregamos conosco a chama de um ideal maior. Estão firmes e fortes nas atividades desenvolvidas no Centro Espírita Joana D’arc, do qual faço parte. Teresinha é médium trabalhadora da casa há muitos anos, incansável companheira está sempre à frente das atividades. Antonio Duro também, aliás, graças a sua criatividade e senso de organização o CEJD ganhou uma nova roupagem, está belíssimo, com novo visual, moderno, até suas paredes estão mais felizes... São pessoas que fazem brotar sorrisos em tijolos e despertam admiração até nos seres inanimados.
E D. Teresinha e Antonio Duro têm problemas?
Claro que sim, mas optam pelo trabalho, pelo entusiasmo e pela vida.
Talvez nem venham eles a tomar conhecimento dessas mal traçadas linhas, todavia, de importante mesmo é que suas lições se espalhem e mostrem ao leitor: é preciso continuar, mesmo diante das dificuldades é preciso prosseguir...
São dois exemplos que inspiram admiração, peço a Deus do alto de meus 33 anos que um dia eu possa adquirir a vitalidade e capacidade de trabalho desses amigos. Aos dois nosso abraço e votos de sucesso nas empreitadas em favor da divulgação do Espiritismo.
O ser humano é tão rico que consegue inspirar em seus pares sentimentos dos mais diversos e até contraditórios. Basta observarmos as situações e pessoas para comprovarmos essa capacidade humana.
Há pessoas que fazem questão de inspirar nas outras sentimento de compaixão, adoram contar vantagem sobre seus sofrimentos: “Você está com dor de cabeça?”, “Ora, é porque você não viu a minha, ela é terrível, passo horas deitado no escuro.” “Você está cansado?” “Imagine eu que trabalho de sol a sol, de segunda a segunda e ainda ganho uma ninharia.” Por essas não há como nutrir outro sentimento senão a compaixão.
Pobres coitadas sofrem muito. Saímos sempre dessas conversas com a sensação de que nossas dores são pequenas perto dos problemas que elas enfrentam. O bom é que notamos que não somos assim, tão infelizes.
Há pessoas que inspiram tristeza, estão constantemente chorosas, reclamando da família, das dificuldades da vida, do preço da batata e da gasolina, da conta estourada e por ai vai.
Há pessoas que inspiram silêncio, falam demais e ouvem de menos nos obrigando a ficar calados ao lado delas.
Há pessoas que inspiram irritação, não são pontuais e nos deixam esperando horas a fio.
Há pessoas que inspiram indignação, não se pautam por qualquer senso moral ou ético.
Mas há pessoas que inspiram outros sentimentos, como alegria, vontade de estar perto, de conversar... Há pessoas que inspiram ao trabalho e contagiam com sua forma de participar da vida. Geralmente estão de bem consigo mesmas, e embora tenham problemas procuram soluções de forma prática e eficaz, ou seja, preferem o trabalho ao invés da reclamação. Prosseguem ao invés de esperar cair do céu. Preferem lutar ao invés da entrega e o desânimo.
E são essas pessoas nossos espelhos, trabalhadoras calejadas pelos embates da existência a nos mostrar que o importante são as sementes que deixamos plantadas no mundo. Mal sabem elas que há muita gente beneficiando-se de suas pródigas sementeiras de serviço em favor do semelhante.
Pessoas como D. Teresinha Salgado e Antonio Duro, figuras notáveis que tive o prazer de conhecer e hoje posso até chamá-los de amigos. Talvez não saibam, mas sinto-me honrado em tê-los comigo. Os dois já ultrapassaram a barreira dos setenta provando que a idade pouco interfere quando carregamos conosco a chama de um ideal maior. Estão firmes e fortes nas atividades desenvolvidas no Centro Espírita Joana D’arc, do qual faço parte. Teresinha é médium trabalhadora da casa há muitos anos, incansável companheira está sempre à frente das atividades. Antonio Duro também, aliás, graças a sua criatividade e senso de organização o CEJD ganhou uma nova roupagem, está belíssimo, com novo visual, moderno, até suas paredes estão mais felizes... São pessoas que fazem brotar sorrisos em tijolos e despertam admiração até nos seres inanimados.
E D. Teresinha e Antonio Duro têm problemas?
Claro que sim, mas optam pelo trabalho, pelo entusiasmo e pela vida.
Talvez nem venham eles a tomar conhecimento dessas mal traçadas linhas, todavia, de importante mesmo é que suas lições se espalhem e mostrem ao leitor: é preciso continuar, mesmo diante das dificuldades é preciso prosseguir...
São dois exemplos que inspiram admiração, peço a Deus do alto de meus 33 anos que um dia eu possa adquirir a vitalidade e capacidade de trabalho desses amigos. Aos dois nosso abraço e votos de sucesso nas empreitadas em favor da divulgação do Espiritismo.
Falsa Solidariedade.
Recebi email ensinando a burlar o bafômetro, driblando a Lei Seca, permitindo assim algumas cervejas a mais nas noites de sexta feira. Não sei se a dica, ensinada por um estudante de Química, é verídica, no entanto, forçoso é considerar grave aspecto: se for real a dica para driblar o bafômetro o autor está trabalhando contra a sociedade ao proporcionar meios de burlar uma lei que vem, notadamente, contribuindo para a diminuição nas mortes e nos acidentes de trânsito. E o mais complicado da situação é que o estudante considera sua atitude um ato bondoso, uma autêntica demonstração de solidariedade. Acredito que se porta dessa maneira porque nunca teve parente ou amigo vitimado pela dobradinha: álcool x gasolina.
Sem contar que os prejuízos provocados pelos acidentes de trânsito, que tem o álcool como um de seus protagonistas, chegam a custar anualmente 22 milhões de reais aos cofres públicos.
Fato é que após a implantação da Lei Seca o número de acidentes e de mortes no trânsito teve sensível queda. Na capital paulista, segundo dados do Instituto Médico Legal, houve uma redução de 57% no número de mortes em se comparando com os três últimos finais de semana em que a Lei ainda não vigorava. Em Aracaju houve redução de 15% no número de acidentes de trânsito. Números animadores, caro leitor. Se houver fiscalização a Lei pode engrenar e dar grande contribuição à sociedade. Ora, meu caro amigo, se você não fica sem sua “cervejinha”, tome-a dentro de sua casa e depois vá direto para a cama, ou então, a depender de seu estado de embriaguez, para o chuveiro curar a bebedeira. Nada de volante, porque carros em mãos irresponsáveis são armas que causam tristeza e desolação há muita gente.
Portanto, se o e mail enviado por este estudante de Química for verídico ele está praticando o que pode ser denominado de Falsa Solidariedade, que, aliás, ocorre também em outras situações, como, por exemplo, quando um motorista dá luz ao outro indicando que há polícia no caminho. Ora, é Falsa Solidariedade, porquanto se no carro que recebe o sinal de luz há algum criminoso fugindo da justiça, certamente dará meia volta, mudando seu trajeto e, conseqüentemente, escapando da blitz.
Se queremos ser solidários de fato há infinitas formas para esse mister. Não é tentando burlar as leis e trabalhando contra a polícia que demonstraremos nossa solidariedade ao semelhante. Quer mesmo ser solidário? Ajude a si mesmo, melhore-se, progrida, estude, quebre a dureza que impera no coração, engaje-se em trabalho voluntário. Quer ser solidário? Visite um orfanato, um lar de idosos, empreste os ouvidos a quem tem problemas. Quer ser solidário? Não alimente o vício seu ou do próximo.
Quer ser solidário? Não repasse e mail com conteúdo duvidoso que possa trazer, mesmo que minimamente, algum mal ao semelhante.
Quer mesmo ser solidário? Pergunte a si mesmo se sua iniciativa irá melhorar a vida de alguém.
Pensemos nisso.
Sem contar que os prejuízos provocados pelos acidentes de trânsito, que tem o álcool como um de seus protagonistas, chegam a custar anualmente 22 milhões de reais aos cofres públicos.
Fato é que após a implantação da Lei Seca o número de acidentes e de mortes no trânsito teve sensível queda. Na capital paulista, segundo dados do Instituto Médico Legal, houve uma redução de 57% no número de mortes em se comparando com os três últimos finais de semana em que a Lei ainda não vigorava. Em Aracaju houve redução de 15% no número de acidentes de trânsito. Números animadores, caro leitor. Se houver fiscalização a Lei pode engrenar e dar grande contribuição à sociedade. Ora, meu caro amigo, se você não fica sem sua “cervejinha”, tome-a dentro de sua casa e depois vá direto para a cama, ou então, a depender de seu estado de embriaguez, para o chuveiro curar a bebedeira. Nada de volante, porque carros em mãos irresponsáveis são armas que causam tristeza e desolação há muita gente.
Portanto, se o e mail enviado por este estudante de Química for verídico ele está praticando o que pode ser denominado de Falsa Solidariedade, que, aliás, ocorre também em outras situações, como, por exemplo, quando um motorista dá luz ao outro indicando que há polícia no caminho. Ora, é Falsa Solidariedade, porquanto se no carro que recebe o sinal de luz há algum criminoso fugindo da justiça, certamente dará meia volta, mudando seu trajeto e, conseqüentemente, escapando da blitz.
Se queremos ser solidários de fato há infinitas formas para esse mister. Não é tentando burlar as leis e trabalhando contra a polícia que demonstraremos nossa solidariedade ao semelhante. Quer mesmo ser solidário? Ajude a si mesmo, melhore-se, progrida, estude, quebre a dureza que impera no coração, engaje-se em trabalho voluntário. Quer ser solidário? Visite um orfanato, um lar de idosos, empreste os ouvidos a quem tem problemas. Quer ser solidário? Não alimente o vício seu ou do próximo.
Quer ser solidário? Não repasse e mail com conteúdo duvidoso que possa trazer, mesmo que minimamente, algum mal ao semelhante.
Quer mesmo ser solidário? Pergunte a si mesmo se sua iniciativa irá melhorar a vida de alguém.
Pensemos nisso.
O dirigente espםrita, os voluntבrios e os pedintes.
O administrador de empresas de sucesso י aquele que conhece com propriedade a realidade e o mercado em que sua empresa estב inserida. Ele o administrador necessita estar atento בs mudanחas de todas as esferas, para que permaneחa atualizado e possa entדo dar sua parcela de contribuiחדo para o crescimento da organizaחדo que estב sob sua responsabilidade.
A realidade do administrador pode ser aplicada א realidade do dirigente espםrita, que י, pelo menos em tese, o administrador da Casa Espםrita, por isso י de suma importגncia que o dirigente espםrita adquira alguns conhecimentos bבsicos na ciךncia da administraחדo. Mas por que adquirir esses conhecimentos? Porque lidarב com pessoas, com a administraחדo propriamente dita, e tambיm com valores tangםveis, tais como, o dinheiro e o patrimפnio da Casa e tambיm com valores intangםveis, como habilidade e aptidץes dos trabalhadores que com ele estדo freq�entando, e ou, administrando a Casa.
Nas visitas em palestras que realizamos nos Centros Espםritas procuramos conversar com os dirigentes sobre os trabalhadores da Casa. Como estדo? Hב motivaחדo no desempenho da tarefa que se propuseram a realizar no centro espםrita? Estדo comprometidos?
E a resposta vem nem sempre animadora: Sדo poucos trabalhadores . Temos dificuldades com voluntבrios .
Se a Casa que estב sob sua direחדo, caro dirigente, nדo apresenta dificuldades com trabalhadores e hב abundגncia de material humano, este artigo de nada servirב. Todavia, se enfrentas problemas com voluntבrios e hב escassez de material humano, prossiga na leitura, porque diante do panorama que se apresenta cabe ao dirigente espםrita fazer os seguintes questionamentos:
Por que sדo poucos os trabalhadores? Por que a mensagem espםrita, que pede constante participaחדo, nדo vem tocando o coraחדo das pessoas? Serב que falta divulgaחדo? Maior clareza na comunicaחדo? Serב que eu, como dirigente espםrita, conheחo de fato o mercado, ou seja, a realidade em que estדo mergulhados os freq�entadores da Casa que estב sob minha coordenaחדo?
Estes questionamentos requerem humildade, porquanto para confrontar a si mesmo e sua forma de administraחדo o dirigente espםrita terב de se desposar do orgulho. Um exercםcio que redundarב, inclusive, em sua melhora moral. A grande questדo י que o centro espםrita, em muitas ocasiץes, funciona como hospital a oferecer o lenitivo ao doente. Entretanto, esta deveria ser, em realidade, apenas a primeira etapa. No segundo momento o centro espםrita deveria funcionar como abenחoada escola, universidade da alma que educa os espםritos na busca do seu equilםbrio םntimo. Entretanto, estב enraizada no ser humano a tendךncia de criar seres dependentes; ou seja, pessoas dependentes eternamente do passe, da cesta bבsica, do conselho...
Salientamos que toda ajuda א alma humana em dificuldade י importante e necessבria, no entanto, o centro espםrita em suas atividades deve primar pela educaחדo que constrףi criaturas amadurecidas, que podem caminhar com suas prףprias pernas. Ao proporcionar meios para que as pessoas possam se auto governar o centro espםrita formarב um trabalhador, que deixarב a condiחדo de pedinte contumaz para tornar-se colaborador consciente e eficaz. Reforחando: o auxםlio de todos os matizes prestado pela Casa Espםrita י relevante, o que nada agrega י o falso auxםlio que alimenta eternos pedintes, tornando o centro espםrita apenas um hospital. Cabe, pois, ao dirigente espםrita empreender esforחos para que o centro espםrita pule o degrau de hospital transformando-se em escola, habilitando o recuperando a servir de modo competente. Questionar sua administraחדo e buscar sempre resultados positivos na questדo que envolve a motivaחדo dos trabalhadores י um quesito que nדo pode ser perdido de vista. A responsabilidade do dirigente espםrita י grande, porquanto ele traz consigo o ideal espםrita, que visa, fundamentalmente, a regeneraחדo a humanidade.
Pensemos nisso.
Wellington Balbo/Bauru/SP.
A realidade do administrador pode ser aplicada א realidade do dirigente espםrita, que י, pelo menos em tese, o administrador da Casa Espםrita, por isso י de suma importגncia que o dirigente espםrita adquira alguns conhecimentos bבsicos na ciךncia da administraחדo. Mas por que adquirir esses conhecimentos? Porque lidarב com pessoas, com a administraחדo propriamente dita, e tambיm com valores tangםveis, tais como, o dinheiro e o patrimפnio da Casa e tambיm com valores intangםveis, como habilidade e aptidץes dos trabalhadores que com ele estדo freq�entando, e ou, administrando a Casa.
Nas visitas em palestras que realizamos nos Centros Espםritas procuramos conversar com os dirigentes sobre os trabalhadores da Casa. Como estדo? Hב motivaחדo no desempenho da tarefa que se propuseram a realizar no centro espםrita? Estדo comprometidos?
E a resposta vem nem sempre animadora: Sדo poucos trabalhadores . Temos dificuldades com voluntבrios .
Se a Casa que estב sob sua direחדo, caro dirigente, nדo apresenta dificuldades com trabalhadores e hב abundגncia de material humano, este artigo de nada servirב. Todavia, se enfrentas problemas com voluntבrios e hב escassez de material humano, prossiga na leitura, porque diante do panorama que se apresenta cabe ao dirigente espםrita fazer os seguintes questionamentos:
Por que sדo poucos os trabalhadores? Por que a mensagem espםrita, que pede constante participaחדo, nדo vem tocando o coraחדo das pessoas? Serב que falta divulgaחדo? Maior clareza na comunicaחדo? Serב que eu, como dirigente espםrita, conheחo de fato o mercado, ou seja, a realidade em que estדo mergulhados os freq�entadores da Casa que estב sob minha coordenaחדo?
Estes questionamentos requerem humildade, porquanto para confrontar a si mesmo e sua forma de administraחדo o dirigente espםrita terב de se desposar do orgulho. Um exercםcio que redundarב, inclusive, em sua melhora moral. A grande questדo י que o centro espםrita, em muitas ocasiץes, funciona como hospital a oferecer o lenitivo ao doente. Entretanto, esta deveria ser, em realidade, apenas a primeira etapa. No segundo momento o centro espםrita deveria funcionar como abenחoada escola, universidade da alma que educa os espםritos na busca do seu equilםbrio םntimo. Entretanto, estב enraizada no ser humano a tendךncia de criar seres dependentes; ou seja, pessoas dependentes eternamente do passe, da cesta bבsica, do conselho...
Salientamos que toda ajuda א alma humana em dificuldade י importante e necessבria, no entanto, o centro espםrita em suas atividades deve primar pela educaחדo que constrףi criaturas amadurecidas, que podem caminhar com suas prףprias pernas. Ao proporcionar meios para que as pessoas possam se auto governar o centro espםrita formarב um trabalhador, que deixarב a condiחדo de pedinte contumaz para tornar-se colaborador consciente e eficaz. Reforחando: o auxםlio de todos os matizes prestado pela Casa Espםrita י relevante, o que nada agrega י o falso auxםlio que alimenta eternos pedintes, tornando o centro espםrita apenas um hospital. Cabe, pois, ao dirigente espםrita empreender esforחos para que o centro espםrita pule o degrau de hospital transformando-se em escola, habilitando o recuperando a servir de modo competente. Questionar sua administraחדo e buscar sempre resultados positivos na questדo que envolve a motivaחדo dos trabalhadores י um quesito que nדo pode ser perdido de vista. A responsabilidade do dirigente espםrita י grande, porquanto ele traz consigo o ideal espםrita, que visa, fundamentalmente, a regeneraחדo a humanidade.
Pensemos nisso.
Wellington Balbo/Bauru/SP.
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