A boa literatura infantil



É antiga a ânsia que inunda o ser humano com a vontade de aprender, saber mais, estar a frente de seu tempo. Mesmo nos primórdios era assim. O gérmen da evolução está em todos, humanos ou não. Entretanto, em tempos idos eram gigantescas as dificuldades para a evolução, principalmente no que tange à evolução intelectual. Gutenberg (1390-1468), o inventor alemão que viveu séculos atrás e deu vasta contribuição para a impressão e tipografia, era leitor voraz, no entanto, a vontade de aprender tinha que se subordinar às parcas produções da época. Livros? Poucos, somente escritos à mão com preços elevadíssimos que tornavam a leitura um hábito caro e, portanto, inacessível para a maioria das pessoas. Mas, ainda assim a evolução do intelecto humano se realizava, e é por intermédio dessa evolução que estamos hoje aqui podendo gozar dos benefícios oferecidos pelos livros, revistas, jornais e etc. Vivemos tempos de pujança de informação, de livros, de benefícios. Imagine, caro leitor, o mundo sem livros? Difícil? Vou apertar um pouco mais. Imagine então o mundo sem internet? Impossível?
Pois sim, mas o mundo sem livros e internet existiu, caro leitor, e um dia a história narrará a saga de nossa civilização na busca por esse aperfeiçoamento. Entretanto, quando falamos em livro, internet e evolução intelectual, impossível deixarmos de lado a evolução moral que deve ser sempre nossa busca, nosso norte. Na internet há aberrações, é verdade, em contrapartida, há também muita coisa boa. Os livros também funcionam assim. Há livros que nada acrescentam, há livros que apenas informam, mas há também livros que informam e agregam valores morais, ensinando práticas de cidadania, civilidade, respeito, amor...
E diante da evolução intelectual que já realizamos, ideal também darmos um salto na evolução moral. Nesse particular, importante destacar a dobradinha: livros que informam e ensinam valores morais, principalmente às crianças que serão os realizadores do futuro. Se a maioria de nossas crianças agregar informação com edificação, fatalmente nosso planeta superará fantasmas que rondam nosso mundo e que se refletem em problemas ambientais, dificuldades de relacionamento, o arraigado egoísmo humano, bloqueio psicológico, fobias, consumismo e tantos males que grassam na sociedade contemporânea.
E eu, como um apaixonado pela leitura acabo por atrair livros e mais livros para minha vida. Nessas surpresas que nos agraciam de quando em quando conheci a escritora Rita Lavoyer, da cidade de Araçatuba, que me presenteou com sua coleção de livros infantis. Rita é formada em Letras e especialista em Lingüística e Teoria Crítica da Literatura, pela Unesp, autora de 7 livros infantis, todos de excelente qualidade que fazem esta dobradinha importante citada acima: informam e ensinam fundamentais valores morais para nossas crianças. Destaque para a obra “Bullyng não é brincadeira”, que demonstra como as lamentáveis gozações podem subtrair a criatividade das crianças, transformando sementes que poderiam frutificar e render bênçãos à sociedade em árvores assombradas pelo medo e desprezo do semelhante.
Sugiro a você, amigo leitor, conferir pessoalmente as obras da escritora de Araçatuba, presenteando seus filhos, sobrinhos ou amigos com o que há de melhor nesse mundo, em minha opinião: livros, livros e livros... livros que informam e edificam, livros que, como dizia Castro Alves por intermédio de nosso Chico Xavier: "Bendito, bendito é aquele que semeia livros, livros a mão cheia e manda o povo pensar; o livro caindo na alma, é germe que faz a palma, é chuva que faz o mar." (Castro Alves).
O e mail para contato com Rita é: ritalavoyer@vivax.com.br

O estudante de medicina que sonhava em salvar vidas...

Lúcia, 16 anos, bela adolescente de olhos azuis que contrastavam com sua tez morena, morava em pequena cidade encravada no interior de nosso Brasil. Além de boa aluna era filha exemplar, sempre procurara seguir as lições ministradas pelos seus pais, pessoas simples e com altos valores morais. Hormônios em ebulição, curiosidade inerente da criatura humana e atração pelo sexo oposto foram as misturas que fizeram a paixão eclodir por Arthur, moço bonito, mais velho 5 anos, estudante de medicina de cidade próxima a sua.
Conheceram-se e não tardou para o namoro engrenar. Arthur, o supra sumo da gentileza, estudava a semana toda, mas sábado e domingo passava o dia com sua amada Lúcia. O rapaz, querido por toda a família da namorada, prometera a ela mundos e fundos, uma vida de amor, regada a compreensão e carinho. Teriam dois filhos, seriam felizes, ela formar-se-ia em psicologia, ele, futuro cardiologista, sonhava em ver seu nome estampado nos mais importantes jornais do país. Sim, tornar-se-ia grande médico e dignificaria a condição humana, salvando vidas e restituindo esperanças, seria fiel escudeiro da ciência na luta para perpetuação da espécie.
Após 1 ano de namoro, quando Lúcia estava prestes a concluir o ensino médio e ele o segundo ano da faculdade de medicina, a amada telefonou-lhe e deu a notícia:
- Parabéns, papai!
Ele, sem nada entender, perguntou:
- O que houve, Lúcia, estás me chamando de papai, qual a razão disso?
Ela, a queima roupa prosseguiu:
- Papai sim, estou grávida, vamos ter nosso filho, não foi planejado é verdade, mas é nosso filho.
O rapaz empalideceu. Seu mundo desabou, jamais imaginaria receber uma notícia dessas, ainda mais agora que estava no começo do sonhado curso de medicina. Apenas disse à Lúcia:
- Tenha calma, final de semana conversaremos.
No entanto, Lúcia não estava nervosa, ao contrário, a alegria por esperar um filho do amado a contagiava, aguardaria com ansiedade o momento de encontrar Arthur e dar-lhe um abraço.
Arthur chegou no sábado, como se nada houvesse ocorrido, cumprimentou a namorada e foi logo dizendo:
- Não podemos ter esse filho. Somos novos, estamos começando a vida, um filho agora colocará fim aos nossos planos, teremos vida complicada, sofrida, sem perspectivas. Como sou estudante de medicina consegui com um amigo remédio para que seja interrompida a gestação.
- Mas, Arthur – disse ela – não quero abortar, desejo ter o filho, levar adiante.
- Lúcia, aqui ninguém falou em aborto, vamos apenas interromper a gestação que está no começo, fique tranqüila, não haverá problemas, confie em mim. Seremos felizes, meu amor, acredite, estamos fazendo a coisa certa, apenas adiaremos nosso filho por alguns anos, mas o teremos, com certeza.
Lúcia, mais tranqüila com a resposta do namorado acreditou em suas palavras e tomou o remédio para interrupção da gravidez. Aquele foi o último final de semana que Lúcia viu Arthur, o estudante de medicina, que sonhava em salvar vidas, desapareceu da vida de Lúcia, deixando a triste lembrança de ter exterminado uma vida no ventre da jovem que cedera aos encantos da paixão.
Por muitos anos aquele abortou deixou Lúcia uma pessoa desanimada, sem planos, projetos, sonhos, considerava-se indigna da felicidade por ter arrancado de suas entranhas um filho. Sentia-se suja e cruel. Definhou a olhos vistos e desencarnou ainda jovem, com 28 anos, carregando consigo uma culpa que, poderia perfeitamente ser sanada com trabalho em prol do semelhante, jamais com desanimo por em algum momento de sua existência ter tomado um caminho equivocado.

A história de Lúcia retrata a de muitas pessoas que se equivocam nos caminhos da vida. Espíritos ainda em busca de equilíbrio, através das experiências vamos aprendendo. Se formos desistir, parar e desanimar porque pegamos o bonde dos desatinos estaremos incorrendo em mais grave erro, porquanto Deus não fecha as portas aos seus filhos, sempre há uma forma de retificar os enganos que cometemos. Lúcia, em vez de se entregar ao desanimo, poderia ter arregaçado as mangas e abraçado o trabalho em favor do semelhante como forma de amenizar suas atitudes de outrora. Há pessoas que sofrem porque desconhecem as flores existentes nas trilhas do bem. Estas flores desabrocham através de nossas iniciativas. O desanimo, a amargura, as culpas que carregamos não irão apagar os erros que cometemos, entretanto, a disposição em servir será sempre uma forma de restituir o equilíbrio e retemperar nossas energias para prosseguirmos na caminhada com coragem. Extraindo de nossas experiências lições produtivas, avançaremos o sinal que separa a imaturidade de nossas atitudes intempestivas das atitudes maduras, próprias das almas que já se encontraram nos caminhos da existência e sabem perfeitamente se levantar de uma queda.

Ainda bem que não estamos sozinhos

Para que o recinto estivesse agradável e receptivo para a palestra da noite, horas antes , um grupo de voluntários varria o salão, limpava os banheiros, arrumava os bancos...

Para que o empresário de sucesso abrisse mais postos de trabalho beneficiando mais pessoas, se fez necessário que toda a empresa trabalhasse unida com o mesmo propósito de crescimento: Limpeza, Produção, Vendas, Financeiro, Marketing...

Para que a esposa pudesse estudar no período noturno, se fez necessário o apoio do marido, que sem reclamar, cuidava com desvelo dos filhos e do lar, dando-lhe todo o respaldo possível.

Longe dos holofotes muitas coisas acontecem.

São abnegados servidores que trabalham anonimamente para que a sinfonia dos acontecimentos se complete.

Em todos os quadrantes da vida, o sucesso de um é sem dúvida o produto do trabalho de muitos.

Por isso, ressaltamos incansavelmente a importância do trabalho em grupo, da união...

São estes fatores que põem combustível nas principais realizações de nossa jornada.

Prezado leitor, imagine-se sozinho neste mundo.

Sozinhos nada ou quase nada podemos, mas unidos, certamente acenderemos a chama de um mundo melhor, mais solidário, mais participativo e mais fraterno.
Daí a importância do reconhecimento que devemos ter para com aqueles que nos acompanham a peregrinação terrena.
Nossas vitórias têm também a participação desses amáveis personagens.
Estamos agradecendo a aqueles que nos rodeiam por participarem de nossa vida?
Por participarem de nossos sonhos e auxiliar a concretizá-los?
Já agradecemos por eles tornarem nossa existência terrena mais agradável?
Por chorarem nossas dores e sofrerem nossos dilemas como se deles fossem?
Por vibrarem pelas nossas vitórias e nos motivarem a prosseguir?
São estes amigos que com doações generosas de energia, esperança, ou mesmo uma palavra amiga nos possibilitam acreditar em um amanhã melhor.
Portanto, demonstremos nossa gratidão aos Céus por não estarmos sozinhos e desamparados nesse mundo. Nada de reclamações, apenas agradecimentos...

Uma sugestão para o problema que envolve as sacolas plásticas e o meio ambiente

A utilização de sacolas plásticas está enraizada em nossa cultura e faz parte do repertório de costumes do mundo contemporâneo. Nos supermercados, farmácias, açougues, lojas, o vendedor está condicionado a colocar o produto adquirido dentro da famosa sacolinha plástica. O consumidor, por sua vez, também está condicionado a aceitar de bom grado o produto, com a sacola de brinde. É automático, mecânico, o vendedor saca a sacolinha e deposita o produto dentro, o consumidor a leva embora. O prejuízo desse condicionamento fica para o meio ambiente, que recebe um material com prazo de validade indeterminado. O jornalista André Trigueiro em seu artigo “A farra dos sacos plásticos”, nos traz a seguinte informação: lixão em SP recebe 250 toneladas por dia com a multiplicação indiscriminada de sacos plásticos na natureza. Uma notícia lamentável, sem dúvida. Poderia ser diferente. Ah se poderia...

Entretanto, justiça seja feita: a mídia e alguns militantes do Verde querem transformar as sacolas plásticas nas grandes vilãs pelo caos ambiental em que estamos mergulhados. Isso é uma verdade parcial. As sacolas não têm vontade própria, obedecem tão somente as iniciativas do Homem, este sim o grande e verdadeiro responsável pela degradação do meio ambiente.

No entanto, chega de arrumar culpados. Chega da cultura de procurar culpados e se esquecer da solução. É importante trabalharmos pela solução. E qual a solução para o entrevero envolvendo as sacolas e o meio ambiente? Exterminar as sacolas ou explodir o planeta? Obviamente que nenhuma das alternativas. Há um remédio eficaz para isso, trabalhoso, mas eficaz. A união da educação com a criatividade é o grande caminho para que não necessitemos exterminar as sacolas plásticas nem degradar o meio ambiente.

Educação que faz um consumidor consciente. Ora, não é preciso colocar um aparelho de barbear, por exemplo, numa sacola plástica. Ele cabe muito bem na bolsa ou pochete. Na falta de ambas podemos levá-lo com os próprios punhos, dispensando a sacolinha.

Criatividade que faz do plástico não um material que agride o meio ambiente, ao contrário, um gerador de riquezas. Como? Mágica? Não, nada disso. A partir da reciclagem e fundição que transformam as sacolas plásticas em sub produtos do plástico, dando origem a bancos, cadeiras, descansos para os pés, jogos, móveis, enfim, uma diversidade de produtos que variam conforme a imaginação humana. Uma indústria de embalagem plástica no sul do país faz a seguinte operação: junta as sacolas plásticas, funde, tritura e derrete, transformando-as em material sólido, batizado de tábua de plástico, ou tábua ecológica. Após a operação as tábuas são repassadas aos estudantes do curso de engenharia de uma universidade próxima, o resultado é notável: bancos, floreiras, lembranças para presentes, descanso para os pés, todos oriundos das sacolas plásticas que seriam descartadas no meio ambiente. Um lixo que se transforma em riqueza. Em um banco de plástico são utilizadas 9.000 sacolas plásticas, que em vez de agredirem o meio ambiente colaboram para que necessidades sejam supridas. Questão de bem aproveitar aquilo que tiramos da natureza, ou seja, usar a criatividade. Dá trabalho é verdade, mas o que conseguimos sem trabalho? Detalhe importante: um banco confeccionado a partir do PEAD (Polietileno de Alta Densidade), - é este o nome da matéria prima das sacolas plásticas - não pega fungo nem cupim, não apodrece, dura mais e é muito mais higiênico do que os bancos de madeira.

O governo também deve participar com mais ênfase na questão pertinente as sacolas plásticas. Sim, contribuir subsidiando as pequenas e médias indústrias de embalagens para que elas possam se adequar a essa realidade notável dos sub produtos do plástico. Mas é relevante salientar: a criatividade sem educação vale pouco, pouquíssimo. Ou nos educamos ou vamos explodir o planeta, com ou sem sacolas plásticas.

Pensemos nisso.